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Sistema de afiliados se consolida como alternativa de renda extra para mães que desejam trabalhar de casa

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12 março 2026


Conciliar maternidade, rotina doméstica e vida profissional ainda é um desafio para milhares de mulheres no Brasil.


Diante desse cenário, o sistema de afiliados tem se destacado como uma alternativa viável de renda extra para mães que desejam trabalhar de casa, com flexibilidade de horários e autonomia financeira, sem abrir mão do cuidado com os filhos. Outro diferencial importante é a possibilidade de realizar as vendas de forma anônima, o que torna o modelo ainda mais acessível para mães que são tímidas ou que preferem não se expor nas redes sociais.

 

O modelo de afiliados permite que a profissional indique produtos ou serviços de empresas parceiras por meio de links personalizados. A cada venda realizada, ela recebe uma comissão, sem necessidade de estoque, logística ou investimento inicial elevado. A atuação pode ser feita totalmente online, por redes sociais, WhatsApp, blogs ou outras plataformas digitais, inclusive utilizando estratégias que não exigem a exposição da imagem ou da vida pessoal da afiliada.

 

Segundo a estrategista digital e especialista em marketing de afiliados Jana Toniazzo, o crescimento desse modelo está diretamente ligado às novas demandas do mercado e ao desejo das mulheres por mais equilíbrio entre carreira e maternidade. 

 

“O sistema de afiliados oferece liberdade geográfica e de tempo, algo essencial para mães que precisam adaptar o trabalho à rotina dos filhos. É possível começar aos poucos, respeitando os horários disponíveis, e escalar os resultados conforme a experiência e a estratégia evoluem. Muitas mulheres também se sentem mais seguras ao saber que podem vender de forma anônima, sem precisar aparecer ou se expor publicamente”, explica Jana.

 

Além da flexibilidade, o modelo também contribui para o desenvolvimento de habilidades digitais, como produção de conteúdo, vendas online, comunicação e estratégia de marca pessoal. Para Jana, esse aprendizado tem impacto direto na autoestima e na autonomia financeira das mulheres.

 

“Muitas mães entram no sistema buscando apenas uma renda complementar e acabam descobrindo uma nova profissão. Trabalhar com afiliados fortalece a autoconfiança, amplia o repertório profissional e mostra que é possível gerar renda sem estar presa a um emprego tradicional”, afirma a especialista.

 

Outro ponto destacado por Jana Toniazzo é a possibilidade de escolher nichos que façam sentido com a realidade da maternidade, como produtos infantis, educação, bem-estar, organização, moda ou saúde. 

 

“Quando a mulher divulga algo que ela realmente usa ou acredita, a comunicação se torna mais autêntica. Isso gera conexão com o público e aumenta as chances de conversão, sem exigir uma postura agressiva de vendas”, completa.

 

Com o avanço da economia digital e o fortalecimento do empreendedorismo feminino, o sistema de afiliados surge como uma alternativa acessível, escalável e alinhada às necessidades das mães modernas, que buscam independência financeira, presença na vida dos filhos e qualidade de vida, respeitando também seus limites, sua privacidade e seu perfil pessoal.

 

Sobre Jana Toniazzo:

 

Empresária da Moda por mais de 10 anos, Jana Toniazzo iniciou sua trajetória empreendedora ao lançar sua loja multimarcas em 2012, posteriormente fundou sua marca própria de vestuário. Em 2023, ao passar uma temporada nos Estados Unidos, direcionou sua carreira para o ambiente digital. Tornou-se afiliada de plataformas de vendas online e transformou essa atuação em uma importante fonte de renda, que lhe permitiu estabilidade em um novo país.

 

Buscando se aperfeiçoar, Jana investiu em cursos especializados e dedicou mais de seis horas diárias ao estudo do funcionamento e dos algoritmos dessas plataformas. Com esse conhecimento, selecionou as estratégias mais eficientes e desenvolveu seu próprio aplicativo, o E-Club, com o propósito de ensinar mulheres a empreender no digital de forma prática e acessível.

 

Atualmente, Jana é estrategista digital e especialista em programas de afiliados. Por meio do E-Club, oferece conteúdos, dicas e aulas que ajudam outras mulheres a conquistarem independência e estabilidade financeira, trabalhando de qualquer lugar, inclusive de casa.

 

Mais informações: https://www.e-clubdigital.com


Relação mães e filhos

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21 maio 2021

 Entenda como o autoconhecimento é a chave para as mães que querem preservar um bom relacionamento com os filhos


De acordo com Heloísa Capelas, as mães devem aprender a olhar para si mesmas e questionar crenças antigas para que possam tornar a convivência com os filhos plena e salutar

 

Diante dos desafios cotidianos, entre eles a relação mães e filhos, é sempre importante voltar a atenção para aquelas mães que se autocriticam, que se culpam e que se sentem inseguras com a forma como exercem sua maternidade. Isso acontece, infelizmente, com mulheres de todos os tipos que são constantemente confrontadas pelos velhos conceitos e paradigmas acerca do que significa ser mãe. A saída para evitar tanto sofrimento é só uma: autoconhecimento.

Quem afirma é Heloísa Capelas, uma das principais especialistas do país em autoconhecimento, inteligência emocional e inovação pessoal. Para ela, não há e nem nunca houve receita pronta para ser uma boa mãe. Mas há uma prática que se aplica muito bem para as mulheres que desejam manter uma relação saudável com os filhos: através da autenticidade, ou seja, da capacidade de desapegar dos modelos pré-estabelecidos para adotar aquele com o qual cada mulher se sinta realmente confortável.

Essa autenticidade, explica Heloísa, pode ser alcançada através do exercício contínuo de se questionar e de rever quais exemplos e modelos se encaixam no seu perfil de mãe, e quais precisam ser descartados – por mais tradicionais que sejam. “Ou seja, não é porque serviu para todo mundo ou porque todo mundo faz de determinada forma que essa ‘fórmula’ funcionará para você e seus filhos”, explica a autora de “O Mapa da Felicidade” e “Perdão, a Revolução que Falta”.

Na autenticidade, a mãe não se posiciona como perfeita e, por isso, não passa o tempo todo se cobrando pelas coisas que deram errado. Ao contrário, ela constrói uma imagem positiva diante dos filhos, mostrando que os erros acontecem, que ela não tem todas as respostas, mas que está fazendo o melhor para que se sintam amados, respeitados e acolhidos em suas necessidades.

“Conheço muitas mulheres que tentam acertar o tempo todo como mães para dar o melhor exemplo. Através do trabalho de autoconhecimento e inteligência emocional, consigo sensibilizá-las para o fato de que as mães que respeitam a si mesmas, que abraçam suas imperfeições e que praticam o amor-próprio, essas sim são as que dão o melhor exemplo. Elas criarão seus filhos para que sejam adultos resilientes e capazes de viver o mesmo autoamor e autorrespeito”, afirma.

 

Autoconhecimento também impacta a saúde mental

À frente do Processo Hoffman há quase três décadas, Heloísa Capelas trabalha com uma metodologia que parte do princípio de que todos os filhos aprendem com os pais por cópia e repetição. Na prática, segundo essa teoria, as crianças registram como os pais lidam e reagem diante de suas emoções – como se comportam quando estão felizes ou tristes, por exemplo –, guardam essas informações no inconsciente e, na fase adulta, repetem esse modelo.

“A máxima do ‘faça o que eu digo, não o que eu faço’ não se aplica às crianças como muitos pais e mães imaginam. Elas são mais inteligentes que isso e estão de olho em tudo o que fazemos, não simplesmente no que instruímos que façam. Por isso, se você quer filhos felizes, amorosos, focados, o primeiro passo é dar o exemplo autêntico e real do que é ser feliz, amoroso e focado”, explica Heloísa.

Em suma, para que seu filho tenha condições de crescer com as ferramentas necessárias para uma vida adulta feliz, o trabalho começa por você. Você, mãe, precisa mostrar o que é uma vida adulta feliz, inclusive demonstrando que não vivemos o tempo todo felizes, e que também não acertamos e nem vencemos o tempo todo. “A minha pergunta é: esse é o modelo que você está dando? Comece agora. Sempre há tempo e espaço para errar, acertar e começar de novo. Não é sua obrigação fazer seus filhos felizes, mas, sim, instrumentalizá-los para que possam construir a própria felicidade”, conclui.

 

Sobre Heloísa Capelas

É CEO do Centro Hoffman e, há quase três décadas, está à frente do Processo Hoffman no Brasil – treinamento de autoconhecimento aplicado em 15 países e que já teve seus resultados cientificamente atestados. Por sua sala de aula já passaram mais de 12 mil alunos, entre os quais algumas das principais lideranças e gestores do mercado nacional. Criadora do “Universo do Autoconhecimento”, primeira plataforma de treinamentos e conteúdo online sobre o tema, e autora dos best-sellers “O Mapa da Felicidade” e “Perdão, a Revolução que Falta”, Heloísa Capelas é reconhecida como uma das principais especialistas do país em autoconhecimento, inteligência emocional e inovação pessoal. Ela também é Coordenadora da Câmara Feminina do Instituto Êxito de Empreendedorismo.

 

Foto-crédito: Divulgação, Centro Hoffman

Doenças que podem ser transmitidas ao bebê na gestação ou no parto

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20 fevereiro 2020

Durante o pré-natal, quando começam as maratonas de exames, a maioria das gestantes passa a se atentar mais ao seu estado de saúde e ao do bebê. E uma pergunta parece ser constante: quais são doenças podem ser transmitidas da mamãe ao bebê?

Preocupar-se em demasia nunca é bom, mas buscar informações é sempre uma maneira muito boa para garantir boa saúde a gestante e seu bebê, até mesmo antes da gestação.
Por isso, o Centro Paulista de Parto Natural - CPPN listou algumas doenças que podem ser transmitidas de mãe para filho e que merecem atenção. "Se a gestante tem ciência de possuir alguma delas durante a gestação, é importantíssimo buscar a ajuda do seu obstetra", comenta o fundador do CPPN, o ginecologista e obstetra Antonio Julio Sales Barbosa. Confira:

Sífilis
Transmitida através das relações sexuais ou transfusão de sangue, a sífilis é uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê, e que, na gravidez, é causa de abortamento, óbito fetal e diversas síndromes no bebê, como a hidrocefalia. O tratamento é simples, com antibióticos, por isso a importância do diagnóstico e de um pré-natal bem realizado.

Rubéola
Simples quando adquirida na infância e transmitida através de tosse e espirros, a rubéola é altamente contagiosa. No entanto, se a mamãe adquirir a doença no primeiro trimestre de gravidez, o bebê pode apresentar malformações, que podem resultar em surdez, problemas cardíacos, entre outros. A prevenção é fácil: vacinação.

HIV
Hoje, já sabemos que mamães soropositivas podem gestar bebês sem o vírus HIV. Para isso, é preciso que a carga viral esteja sob controle durante a gravidez e na época do parto. Se for esse o caso, é preciso um acompanhamento bem preciso com seu médico de confiança. E para não haver riscos, proteja-se e faça exames regulares.

Toxoplasmose
Transmitida por alimentos, água e animais contaminados, entre outros, a toxoplasmose pode, muitas vezes, ser assintomática. Por isso, é de extrema importância lavar bem os alimentos e evitar comê-los crus durante a gravidez, já que a doença pode afetar o bebê ainda dentro da barriga. Dependendo da fase em que o feto for infectado, pode causar problemas no cérebro, olhos, fígado e no desenvolvimento fetal.

HPV
Responsável por 70% dos casos de câncer de colo de útero, o HPV é perigoso para o bebê durante o parto, quando pode infectar o recém-nascido. As verrugas podem aparecer nas cordas vocais, boca e nariz do bebê, dificultando sua deglutição e respiração. Em caso de HPV, é essencial o acompanhamento do médico-obstetra.

Hepatites
A hepatite A é transmitida oralmente, e por isso tem a maior possibilidade de ser uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê no momento do parto. O vírus apenas é detectado no leite materno na fase mais aguda da doença. Caso o parto ocorra nessa fase, a criança deve receber imunoglobulina anti-VHA.
O vírus da hepatite B, por sua vez, é transmitido pelo contato com secreções genitais e sangue. O risco de ser uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê é muito baixa. No caso de mães VHB positivas, o bebê deve receber imunoprofilaxia, com a administração da primeira dose da vacina contra hepatite B.
A hepatite C também é transmitida pelo contato com sangue, e leva à inflamação do fígado, mas raramente desperta sintomas. Muitas pessoas acabam descobrindo por causa das campanhas de conscientização. A transmissão de mãe para filho no parto é rara, ocorrendo em apenas 5% dos casos.
Em todos os casos, realizar os exames de rotina do pré-natal e tomar as vacinas indicadas é essencial para proteger mamãe e bebê.

Quais cuidados devo tomar?
"Aqui estamos falando dos cuidados com doenças que podem ser transmitidas de mamãe para filho. No entanto, o cuidado com elas não deve se limitar às gestantes ou a quem tem planos de engravidar no futuro. O cuidado serve a todos", alerta o idealizador do CPPN, Antonio Julio. "Procure sempre realizar acompanhamento médico regular e prevenção para esses tipos de doenças, seja ela por meio de atitudes que inibam a contração ou por vacinação".

E fica mais um alerta: se a futura mamãe desconfia que possa ser portadora de alguma dessas doenças, não deixe sua visita ao médico para depois! Procurando um especialista o quanto antes, você poderá realizar os tratamentos adequados e evitar sequelas.

Mães que trabalham fora e Férias Escolares

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19 novembro 2018

Período de férias e mães que trabalham: como conciliar tudo?


Muitas mães chegam ao final do ano com o dilema de querer dar atenção aos filhos na recessão escolar, mas nem todas conseguem tirar férias com os filhos. Então, como fazer?

As mulheres estão cada vez mais presentes no ambiente profissional, assumindo cargos com mais demandas, empreendendo e ficando com a agenda mais “apertada”.

Por isso, é primordial ter organização para que o papel de esposa, mãe, filha e até mesmo guardar um tempinho para si mesma não entrem em conflito com o sucesso no trabalho.

Isabela Cotian, psicóloga e coach de mães, aponta que no período da recessão escolar das crianças a maior dificuldade está em ficar com os filhos, principalmente em uma fase que nem sempre dá pra coincidir com as férias no trabalho.

“Entre os maiores obstáculos estão manter as atividades pessoais e as de casa em dia, conciliando com a programação de férias das crianças. Ou seja, manter a rotina de alimentação e sono, gastos excessivos e consumismo, falta de criatividade para brincar e interagir, entre outros”, ressalta.

Para isso, ela indica dividir a rotina em blocos, onde em um papel a mãe coloca os afazeres da casa, com os filhos, do trabalho, tempo para si mesma e define cada um com tópicos que vão de maior prioridade aos que podem ser delegados.

“Assim, quando está no bloco profissional, a mãe deve focar nas atividades importantes e finalizar o trabalho. Isso evita que ela leve serviço para fazer em casa e na presença dos filhos, já que eles estão precisando da atenção e do tempo de qualidade em família”, pontua.

Isabela também aconselha criar um calendário de férias com a programação da casa, do trabalho e das crianças, para estimular a participação e o interesse de todos.

A mãe trabalha fora: como fazer?


Quando as férias da mãe, do pai e dos pequeninos coincidem, dá para planejar uma viagem mais elaborada, ter mais momentos de interação em casa e até mesmo estender esse convívio com os familiares que moram mais distantes.

Entretanto, nem sempre isso é possível, até porque são dois meses de férias para as crianças e os pais geralmente conseguem de 15 a 30 dias de descanso.

“Nesses casos, é indicado criar atividades aos finais de semana ou até mesmo após o trabalho, como teatros, cinemas, atividades culturais ou simplesmente brincar de forma livre”, indica.


coach lembra que ouvir o interesse, os gostos e as preferências das crianças na hora de planejar a programação das férias é o que definirá para que tudo fiquei maravilhoso para todos.

“Quando a mãe trabalha no período das férias escolares, se não for possível estar em casa mais cedo alguns dias, o ideal é não levar trabalho pra casa e aproveitar ao máximo o sábado e o domingo”, ensina.
A psicóloga lembra que não importa a faixa etária, a sugestão para férias são brincadeiras ao ar livre, em contato com a natureza, atividades culturais como museus, teatros, cinema e tudo quem permita que todos brinquem juntos.

“Ou seja, ela deve evitar o uso da TV, celular e eletrônicos. Os pais devem aproveitar a presença dos filhos e a conexão deve ser com as crianças, não com a internet. Brincar é colecionar memórias!”.

O apoio da família é fundamental nessas horas

Se não deu para que a mãe tirasse férias ao mesmo tempo que os filhos, vale pedir ajuda para os familiares próximos, como o pai ou até mesmo os avós.

Afinal, é um período do ano em que muitos podem curtir os pequeninos, por isso, esse suporte irá ajudar a mãe a trabalhar normalmente, para curtir o fim de semana com eles da melhor maneira possível.

Caso não dê para planejar que todos saiam de férias ou não haja parentes próximos disponíveis para esse auxílio, o pai e a mãe podem alternar o recesso no trabalho.

“Vale salientar que ao tirar férias do trabalho a pessoa deve deixar todas as pendências e projetos encaminhados ou finalizados, para que a cabeça fique tranquila em casa. Se algo fica por fazer, não há como relaxar e isso faz com que ela não aproveite esses momentos únicos com os filhos”, destaca Isabela.

A psicóloga também lembra que os minutos de férias são preciosos, por isso, se a família consegue escolher quais as preferências e se organizar com antecedência, vai ter tempo pra curtir tudo o que programar.


“Desde um dia no parque ou o final de tarde na praia, convidar os melhores amigos pra uma sessão de pipoca ou curtir a piscina no prédio, o que vale é reunir os amigos, a família e aproveitar os dias de descanso com quem amamos”, finaliza.

Serviço:

Isabela Cotian – www.isabelacotian.com

Inverno e técnica de hipotermia em recém nascido

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08 agosto 2018
Monitoramento em UTI Neonatal e técnica de hipotermia salva vidas e evita sequelas neurológicas em recém-nascidos

Falta de oxigenação no parto é a principal causa de lesões; hipotermia prevê a redução da temperatura corpórea do bebê para proteção dos seus neurônios

Prevenir sequelas neurológicas em recém-nascidos e mudar a vida de pacientes com alto risco para lesão, por meio da maior rede de monitoramento cerebral de bebê com alta tecnologia e inteligência artificial.

Esse é o objetivo de um projeto inédito no Brasil, criado pela PBSF - Protecting Brains & Saving Futures (Protegendo Cérebros, Salvando Futuros) que promove a difusão do conceito de UTI Neonatal Neurológica e oferece aos hospitais apoio de uma Central de Monitoramento 24 horas.

Isso porque, no Brasil, estima-se que nasçam de 6 a 18 mil bebês /ano com asfixia perinatal, popularmente conhecida como falta de oxigenação no cérebro durante o parto. Nascem aproximadamente 1 a 2 bebês com asfixia perinatal por hora e, estudos estimam que caso não sejam oferecidos os tratamentos mais atuais, cerca de 35% dos sobreviventes terão que viver com déficits neurológicos.

O pediatra e neonatologista, Dr. Gabriel Variane, conta que a iniciativa surgiu devido à preocupação de especialistas com esses altíssimos números e, consequentemente, com o aumento dos custos gerados por doenças graves e permanentes, originadas por problemas na hora do parto.

  “O cenário atual envolvendo pacientes de alto risco para lesão cerebral envolvem cerca de 40 casos por hora”, diz Variane.

Os bebês inseridos nesse grupo de risco são: recém-nascidos com asfixia perinatal, com crises convulsivas, mal epiléptico, com malformações do sistema nervoso central, prematuros extremos, recém-nascidos com hemorragia intracraniana, cardiopatas e aqueles com erro inato do metabolismo.

No intuito de reduzir cada vez mais as possíveis lesões em casos de asfixia e prematuridade, a PBSF oferece aos centros associados aquilo que os principais centros de Neonatologia do mundo recomendam em terapêutica para asfixia neonatal: Central de Monitoramento e conexão 24h por dia; discussão de protocolos; promoção de assistência remota; aplicação de monitoramento cerebral; armazenagem de dados e análise de resultados da UTI Neonatal Neurológica. Também são disponibilizados treinamento longitudinal, metodologias e equipamentos para a implantação do Modelo UTI Neonatal Neurológica.

No Brasil, a criação do projeto foi possível graças à parceria da PBSF – Protecting Brains & Saving Futures (Protegendo Cérebros, Salvando Futuros) e da organização de fomento Axigen – uma organização que apoia startup voltadas à saúde.

O frio faz bem? Hiportemia Terapêutica

Uma das principais tecnologias oferecidas pelo programa é denominada hipotermia terapêutica, técnica que prevê a redução da temperatura corpórea do bebê para proteção dos seus neurônios.

De acordo com o neonatologista, a hipotermia é o resfriamento do bebê para uma temperatura de 33 ou 34 graus, impreterivelmente, nas suas seis primeiras horas de vida, o que resulta em um excelente efeito neuroprotetor, incapaz de ser atingido por outro método terapêutico.

“A temperatura normal de um corpo humano varia entre cerca de 36 a 37 graus. Ao fazer esse resfriamento, é comum a ideia de que outros órgãos serão prejudicados. Enfatizamos que o procedimento é extremamente seguro, que os possíveis efeitos colaterais são manejáveis e que os benefícios superam, e muito, qualquer tipo de risco”, explica.

Hospitais e personagens

O projeto nasceu na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e, atualmente, 13 hospitais já implantaram o sistema, após 25 meses de operação. Até julho de 2018, mais de 1300 pacientes já foram beneficiados.

O Hospital e Maternidade Santa Joana, localizado na capital paulista (SP) foi o primeiro serviço privado a implantar a UTI Neonatal Neurológica, que está fundamentada em quatro pilares - monitoração cerebral, avaliação neurológica, neuroimagem e neuroproteção.

Em julho deste ano, o Hospital Santa Luzia (HSL), da Rede D’Or São Luiz, recebeu o projeto, sendo a 1ª instituição do Centro-Oeste a contar com a tecnologia, promovendo a difusão do conceito de UTI Neonatal Neurológica e oferece apoio de Central de Monitoramento 24h.
                                                                                  
Em Santos, a tecnologia já foi implantada no Complexo Hospitalar dos Estivadores (CHE), o primeiro da Baixada Santista a utilizá-la; e na Santa Casa do município, que inaugurou a estrutura em maio deste ano.

“Nossa meta é alcançar 100 hospitais de todo o país em cinco anos e consolidar o programa como a maior rede de monitoramento cerebral e neuroproteção do mundo. Uma vez que, quanto mais baixa a condição socioeconômica, maiores os riscos, também pretendemos estreitar relacionamento com Secretarias e Ministério da Saúde, visando estender os benefícios para o SUS e grandes hospitais públicos”, conta Dr. Gabriel Variane.

Solidão Materna

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24 julho 2018

Como lidar com essa situação quando o bebê chega?
Isabela Cotian, psicóloga e coach de mães, dá dicas para que as mulheres não sofram de solidão materna, que está ganhando cada vez mais intensidade em um mundo tão corrido
O bebê já está em casa, todas as angústias antes do parto já passaram e, então, é hora de começar um novo ciclo.
A maternidade é o sonho de muitas mulheres, entretanto, a modernidade vem trazendo com essa realização um grande problema: a solidão materna.
“Trata-se do vazio causado pela ausência das pessoas que apoiam a mulher nos primeiros dias de vida do bebê, causando sensação de abandono e desamparo”, explica Isabela Cotian, psicóloga e coach de mães.
Para ela, saber sentir e identificar a solidão materna é fundamental para lidar e tratar esse novo sentimento. 
“Será que alguém cuida da mãe depois do nascimento do bebê? Será que a mãe é querida, importante e amada pela família? Será que todas as amigas, vizinhos ou o marido se esqueceram desta mãe?”, questiona.
Isabela ressalta que hoje se vê muitos cursos e profissionais que dão suporte aos cuidados com o bebê, mas a mãe fica sem um preparo ou uma instrução de como lidar com a solidão materna e toda a mudança emocional que acontece no pós-parto.
“Certamente a mãe vai preferir dar os primeiros cuidados ao bebê, então, é necessário alguém com intimidade para cuidar dela e saber o que fazer dentro da rotina familiar para apoiá-la”, explica.


Mais trabalhos para a mulher: sinal de perigo no pós-parto
Segundo os dados mais atuais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), as mulheres trabalham três horas por semana a mais do que os homens.
Em 2016 os dados comprovaram 18 horas por semana desprendidas pelo público feminino para cuidados das pessoas (pai ou mãe, marido, filhos  amigos) e afazeres domésticos.
Ou seja, mesmo que optem por ofícios em tempos parciais, continuam ganhando menos do que os homens e trabalhando mais tempo.
E com a chegada de um bebê esse número aumenta, assim como a sua dedicação. 
Por isso, se a mulher não tiver apoio, provavelmente essa bola de neve irá acarretar desgastes físico e psicológico para ela.


Quais as consequências da solidão materna?
coach conta que a falta de apoio, acolhimento e companhia podem desenvolver sentimentos de tristeza, solidão e desamparo, assim como transtornos de ansiedade, depressão, entre outros.
“Sendo assim, é essencial que essa mãe avalie a forma como ela vê o mundo, a sua casa e a ela mesma. Se for de forma crítica, pessimista ou até mesmo sem cor, são indícios de solidão materna, que geralmente se manifesta nessas pequenas formas”, esclarece a psicóloga.
A profissional também salienta que é muito importante as pessoas prestarem atenção nessa mãe, pois o foco costuma ser o bebê, mas ela pode precisar mais de apoio do que o pequeno ou a pequena.
“Os principais sintomas são físicos e emocionais, como falta de apetite, distúrbios de sono, baixa autoestima, afastamento do círculo social, dificuldade em retomar os cuidados com si mesma, entre outros. Se uma pessoa próxima perceber isso, deve sugerir a essa mamãe um acompanhamento profissional”, finaliza.


Serviço:
Isabela Cotian – www.isabelacotian.com

Maternidade e Carreira Profissional

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17 maio 2018

Conciliar maternidade com carreira requer esforço, mas compensa !

Apesar da rotina se tornar muito mais cansativa, é importante que a mulher não deixe de lado suas aspirações pessoais, ao mesmo tempo em que cuida do lar. 

Com o passar do tempo, a mulher começou a exercer funções que, antes, eram considerados masculinos- como CEOs de empresas ou, até mesmo, como presidente do país, como foi o caso de Dilma, a primeira mulher a presidir o Brasil. Além disso, diversas foram as conquistas sociais e a quebra de certos preconceitos. A mulher sempre pode tudo e agora que a sociedade está compreendendo essa situação.

Entretanto, as mulheres que desejam ser mães enfrentam uma dupla jornada: a de cuidar dos filhos e do lar, e, também, participar da renda familiar. Conquistas como estas, muitas vezes, são acompanhadas por um sentimento de culpa por deixar os filhos, ainda bebês, aos cuidados de outras pessoas, para que elas possam trabalhar fora de casa. "O maior desafio é saber lidar com a culpa, mas é preciso reconhecer que abrir mão do trabalho pode significar prejuízo financeiro e insatisfação pessoal. Assim como ser mãe, trabalhar e ganhar o próprio dinheiro faz parte dos sonhos da maioria das mulheres", explica Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, e mãe de cinco filhos.

Madalena diz que, com o Dia das Mães chegando, é preciso que as mulheres se lembrem de que, além de boas profissionais, elas precisam ser presentes em casa, também. "Claro, chegar cansada depois de um longo dia de trabalho é muito compreensivo, mas participar da vida de seus filhos também é essencial. Acompanhar os estudos deles, convida-los para jogar alguma coisa ou fazer algum passeio durante o fim de semana são ótimas maneiras de tomar parte da vida de seus filhos, sem sufoca-los e deixa-los muito soltos, ao mesmo tempo", conta a profissional.

A gestora conclui, dizendo que é preciso que as mulheres se lembrem de separar um tempo, alheio da vida profissional e maternal, para elas mesmas. "Apesar de parecer uma missão impossível, é necessário lembrar-se, sempre, de guardar um tempo para fazer alguma atividade que lhe dê satisfação, sem que ela seja feita para os outros, mas em benefício próprio. Com a correria do dia a dia, faz bem cuidar de si mesma, também", finaliza.

Como gerir a maior carreira da vida de uma mulher: ser mãe?

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10 maio 2018
Palavra de Coaching - Aline Salvi Schmidt (Master Coach)

Conheça as competências emocionais fundamentais para gerir a maternidade


De fato, ser mãe é complexo. Requer habilidades específicas, funções nem sempre bem definidas, que exigem esforço, resiliência e horas de sono perdido. Sem direito a férias, 13º salário, adicional noturno, hora extra, periculosidade ou salubridade. Quando além de esposas temos uma profissão, fica ainda mais complicado. Mas por incrível que pareça, muitas vezes é mais fácil ser boa mulher, dona de casa (bela recatada do lar) e uma profissional bem sucedida. Menos complicado do que ser uma mãe de sucesso.

Em contrapartida, ser mãe é a carreira mais incrível da vida de uma mulher. Proporciona benefícios emocionais e gratificações pelo trabalho realizado, às vezes intangíveis, que compensam toda a dedicação. Mas essa materna profissão é bem remunerada. São sorrisos, rabiscos/desenhos e mensagens no dia das mães, são sentimentos positivos que nos abastecem diariamente.

Para enfrentar a maternidade é importante conhecer o que nós mulheres temos de melhor e descobrir o que podemos desenvolver para oferecer ainda mais. No processo é imprescindível tomar consciência sobre as habilidades emocionais para oferecer um ambiente seguro e equilibrado aos filhos.

Quem nunca se deparou com mães muito autoritárias, liberais, distantes ou próximas demais? Nada “de mais” ou “de menos” é saudável. Quando muito presente, pode sufocar o filho e não permitir que ele tenha espaço suficiente para ser quem realmente é. Se distante, uma mãe acaba passando a mensagem de “não se importar”, comprometendo a autoestima e autorealização do filho.

Ser mãe não tem bem um segure, mas se tivesse, seria o equilíbrio. Requer um equilíbrio emocional sobre-humano, não somente para gerenciar as próprias emoções, mas ser evoluída o suficiente para compreender como seu comportamento impacta e forma o seu filho. Precisamos estar bem para fazer o bem, o certo, mesmo quando é necessário ser severa. Mas afinal, o que uma mãe de sucesso precisa ter? Habilidades Emocionais. Aptidões que se desmembram em quatro: Autopercepção, Empatia, Teste de Realidade e Tolerância ao estresse.

Habilidades emocionais necessárias para o cargo de supermãe

Autopercepção

A boa mãe precisa compreender suas próprias emoções. Investiga-se, saber quando está depressiva, com sinais de arrependimento ou crises de estresse, ansiedade. Não é fácil. Às vezes a mulher pode estar com esgotamento psicológico e não conseguir julgar a si mesma. Nesse caso é preciso até mesmo de ajuda profissional.

Empatia

Um dos pontos de partida é possuir empatia. Primeiro, porque seu filho estará se descobrindo, vivendo momentos diferentes dos seus e você precisa entender, a partir da perspectiva dele. Outro ponto é respeitar a individualidade e apoiar as decisões importantes dos filhos, mesmo que sejam opostas as suas e até mesmo lhe doam.


Teste de Realidade     

Perceber de forma realista o que o filho faz de bom e ruim é fundamental para educá-lo corretamente. Caso contrário, o seu filho poderá ter atitudes incorretas ou mesmo prejudicar quem estiver ao redor, e você ao invés de repreender, o defenderá.

Falta de percepção não colabora para a formação de um adulto responsável.


Tolerância ao estresse

Um filho é um compromisso para o resto da vida. Principalmente nos primeiros anos de vida, o que pode ser extremamente estressante, desgastante. Uma criança é dependente. Uma boa dica é perceber quais são os sinais que você mesma dá quando está muito sobrecarregada e contar com a família ou amigos. Dividir um pouco a responsabilidade. Ter momentos só para você também ajuda muito.

O sonho de ser mãe

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23 abril 2018

Desde que me entendo por gente, o desejo de ser mãe já era latente no meu coração desde criança...

Quando casei, a minha vontade já era de voltar da lua de mel grávida, mas meu esposo tinha um tempo idealizado de mais ou menos dois anos para iniciarmos as nossas tentativas. Confesso que esse tempo soava para mim como uma eternidade...e eu nem sabia o que viria a enfrentar pela frente.


Em uma de nossas conversas, ainda com meses de casados, chegamos à conclusão de que “não existia” o tempo ideal. A partir do momento que o desejo já brotava no nosso coração, aquele sim era nosso melhor momento. Então, iniciamos as nossas tentativas, que não foram poucas. Suspendi o anti-concepcional e como em poucos meses de tentativas o tão desejado bebe não veio, iniciamos o coito programado. Mais algumas tentativas e nada! E lá se foi controle ovulatório, estimulação da ovulação, sofrimento, medo de não conseguir, lágrimas, inseminação artificial, diagnóstico de endometriose, ovários policísticos, obstrução nas trompas e nessa bagagem anos de tentativa...

Foi pouco mais de três anos de tentativas até partimos para um serviço mais especializado em um grande centro. Sim! Lá concretizamos a realização do nosso sonho, onde engravidei de Rafic nosso primogênito, hoje com 9 anos. 

Rafic nos cobrava irmãos, assim no plural! Risos...


Depois de uma tentativa sem sucesso, uma nova gestação que com poucas semanas perdi, outra nova tentativa sem sucesso, me vi grávida novamente e para nossa surpresa não era de apenas um bebê, e sim 4! Exatamente... quadrigêmeos! Você consegue imaginar o quanto nossa vida virou de ponta para o ar? Mudamos de cidade, precisei parar de trabalhar e passei a viver a maternidade em tempo integral.


Hoje os meninos estão com quase 5 anos e se chamam Yure, Enzo, Ianic e Luigi. Quando eu já não mais acreditava na possibilidade de uma nova gestação, me vi grávida de forma natural da nossa tão sonhada menina. Melissa hoje está com 2 anos. Dá para imaginar a folia que é minha casa, né? Mas apesar de todos os desafios, cansaço, desgaste emocional e financeiro...a alegria que eles nos proporcionam não tem preço!  Consegui realizar o sonho de ser mãe, mesmo com todas as adversidades e torço muito para que toda mulher que também tem esse sonho consiga! O esforço é grande, mas extremamente recompensador.

Por Layane Cedraz, psicóloga, mãe de 6 filhos e administradora do perfil @mamae6estrelas no Instagram, onde divide sua rotina intensa com as crianças. 

Agora sou mãe

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20 dezembro 2017

Como não perder a minha essência?


A psicóloga e coach de mães, Isabela Cotian, dá dicas de como não se perder diante de tantas mudanças



Ter um filho é o sonho de muitas mulheres. Entretanto, muitas não sabem como lidar com esse novo “cargo” diante de todos os demais afazeres que já traz no seu dia a dia. E é nesse contexto que muitos casamentos são desgastados, aparecem as depressões e a autoestima despenca.

Isabela Cotian, psicóloga há mais de 10 anos e também coach de mães, conta que a mulher precisa trabalhar essas mudanças ainda na gravidez. “Ela deve buscar seu autoconhecimento, estabelecer uma rotina, planejamento e organização das suas atividades pessoais e profissionais, determinando prioridades e estruturando uma rede de apoio”.

Segundo a profissional, as principais queixas das suas pacientes são as mudanças e os desafios enfrentados após a maternidade. “As diferenças do corpo, solidão, perda de identidade e de amor próprio, o sentimento de falta de apoio, assim como as dificuldadesem conciliar a maternidade juntamente à carreira e ao casamento são as mais comuns”, revela.

Para que isso seja evitado, ela sugere que a pessoa invista em um processo de autoconhecimento, estabelecendo limites para dosar a energia que cada ponto em sua vida merece. “Mudamos muito após a maternidade, então, é necessário investigar quais são os valores prioritários, pedir ajuda e montar uma rede de apoio, que inclui o parceiro e os familiares”.

Ela destaca que é primordial ter um tempo para si mesma, voltar aos poucos com a rotina de alimentação, atividade física, cuidados pessoas e círculo social. “Isso é um grande alicerce na hora de desempenhar os outros papeis, que são o de esposa, amiga, filha, profissional, além de ser mãe”.

De acordo com Isabela, toda mulher deve resgatar o seu “eu” e retomar as atividades como casal, nem que seja ver um filme em casa, preparar um jantar a dois ou pegar um cinema. E, claro, jamais deixar que o pai se sinta excluído, uma situação que acontece muito mais do que o imaginado.


Mãe e pai juntos na missão de cuidar do bebê e de se aproximar mutuamente

Ainda que a maternidade, a amamentação e os momentos únicos entre mãe e filho sejam especiais, muitos homens acabam se achando desnecessários ou “a mais” dentro de casa. E é exatamente isso que deve ser impedido, já que além de pai, ele também é o companheiro que essa mãe escolheu. E a mulher deve inseri-lo nesse novo contexto familiar.


“Envolva seu marido nos cuidados diários com o bebê como, por exemplo, na hora do banho, trocar a fralda, fazer arrotar ou colocar para dormir. Permita que ele faça parte deste universo, afinal, a responsabilidade é dos dois. Reserve um tempo só para o casal, converse sobre os desafios, sonhos e planos. E lembre-se de que não é apenas ajuda, mas uma divisão das obrigações. Os pais têm um papel fundamental para que a vida familiar seja reorganizada após a chegada dos filhos”, indica Isabela.

Ela reforça que esse vínculo a três é essencial para a saúde da vida a dois, pois unidos nessa nova etapa ambos irão dividir não só essas ocasiões exclusivas, como também irão conseguir reservar momentos para namorar, assim como resgatar o amor e a parceria de sempre.



O bebê chegou e não sei como lidar com tudo isso!

Para ajudar no equilíbrio dessa jornada, a psicóloga e coach de mães separou algumas dicas para as mamães. Confira!

• Aproveite para descansar enquanto o bebê dorme: a maioria das mães aproveita a hora da soneca do bebê para resolver as coisas da casa. Mas se você estiver muito cansada, use esse momento para relaxar. Vale dormir, ler um livro, ver um filme ou fazer qualquer outra atividade que a deixe descansada. Isso dará energias para retomar os afazeres posteriormente;

• Peça ajuda: o fato é que toda mãe de recém-nascido precisa de ajuda para não se sentir sobrecarregada. Por isso, não se sinta uma mãe pior por pedir auxílio aos mais chegados. Envolva seu marido nos cuidados diários com o pequeno, como dar banho, trocar fralda e colocar para dormir. Chamar a avó do bebê ou mesmo uma amiga próxima quando você precisar sair também é válido;

• Hidrate-se e alimente-se bem: ter um cardápio saudável e ingerir muito líquido vai ajudá-la em vários aspectos - na produção de leite materno, na perda de peso e a se sentir mais disposta devido à energia que alguns alimentos proporcionam. E isso faz muita diferença;

• Tire um tempo para você: por algumas horas na semana, entre uma mamada e uma soneca, reserve um tempo para você fazer o que quiser, seja tomar um banho relaxante, fazer compras ou encontrar as amigas. Conte com a ajuda das pessoas próximas e aproveite para cuidar de você. Quando a mãe está feliz e disposta a criança percebe isso;

• Encare o espelho: o importante é mudar a sua forma de se enxergar. Cada marca de estria, celulite, gordurinha ou cicatriz representa tudo o que você viveu. Seu corpo se preparou por nove meses para abrigar outro ser dentro de você, por isso, cada sinal que ficou representa sua luta para dar a oportunidade de uma nova vida surgir. Valorize-se e perceba como você é uma mulher forte e linda;

• Amamente: além de fortalecer o vínculo com o bebê, a amamentação proporciona rápida redução de peso. Motivos não faltam para insistir no aleitamento, por isso, procure descansar, se alimentar bem e ficar tranquila para garantir o sucesso do processo. Entretanto, faça o que estiver ao seu alcance e não se cobre se as coisas não saírem como você imaginou. Cada caso é um caso;

• Tenha paciência: seja calma consigo mesma. As coisas se encaixam com o tempo e você vai se adaptar à criança assim como ela se habituará a você. Também não adianta querer perder os quilos que ganhou na gravidez de uma vez, já que as mudanças são graduais. Entender isso vai ajudá-la a se sentir mais confiante;

• Retome as suas atividades: comece a pensar em voltar para sua rotina aos poucos. Troque o pijama por uma roupa normal, saia durante uma hora para ir ao supermercado, peça uma pizza em casa para comer com o marido, dê uma volta com o bebê na área de lazer do seu prédio etc. Você vai ver como se sentirá mais bonita e segura depois disso;

• Cuide-se: se a mãe estiver exausta e estressada, o bebê sentirá. Por isso, reserve um tempo para cuidar de você e se restabelecer. Vale fazer uma hidratação no cabelo ou as unhas enquanto o bebê dorme, além de se dar ao luxo de receber uma massagem por meia hora, por exemplo. Você se sentirá mais feminina e se lembrará de que além de mãe é mulher e esposa;

• Retome o clima de romance: o recomendado é que o casal aguarde cerca de 40 dias para ter a primeira relação sexual após o parto. Mas isso não impede que você se aproxime do seu marido. Combine de pedir uma comida gostosa e crie um clima para esse momento. Se possível, saia para ir a um restaurante com ele enquanto o bebê dorme e invista nas preliminares. Abraços, beijos e carícias vão fazer muito bem aos dois;

• Recorde que você tem uma profissão: para as que trabalham, é importante resgatar esse lado. Ainda que esteja na licença-maternidade, busque leituras sobre o seu meio de trabalho, converse com colegas sobre as novidades da empresa e, gradativamente, absorva esse seu lado profissional. Caso sinta que não quer voltar à ativa, peça ajuda profissional para saber se são as oscilações hormonais que estão “gritando” ou se realmente é hora de mudar o foco da carreira e partir para algo novo.

Serviço:

Isabela Cotian – Psicóloga e Coach de Mães

www.isabelacotian.com ou @isabelacotiancoach

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