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Terror noturno infantil: o que é e como tratar?

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19 fevereiro 2021



Pediatra fala sobre o problema e dá dicas de como lidar com os episódios



Seu filho costuma chorar no meio da noite e não acorda? Quando você se aproxima e tenta conversar, ele continua angustiado, se mexendo e não lembra de nada no dia seguinte? Então pode ser que ele esteja sofrendo com o terror noturno.

Sabemos que é comum os bebês acordarem várias vezes e chorarem à noite. Também é muito comum que tenham pesadelos. Mas o terror noturno se caracteriza pelo fato de a criança não acordar, por mais agitada e angustiada que fique. E, no dia seguinte, ela não se lembra de nada.

“Não existe uma regra, mas observamos que o terror noturno atinge mais crianças entre dois e cinco anos. Porém, a partir dos nove meses alguns bebês já começam a sofrer com isso. Ainda não temos uma comprovação científica para explicar o problema, mas a hipótese que a medicina acredita fazer mais sentido está relacionada a questões emocionais, como situações stressantes ou não resolvidas, que a criança passou ao longo do dia”, explica a Pediatra, Dra. Felícia Szeles.

Muita gente confunde terror noturno com pesadelo, mas eles não são a mesma coisa e nem andam juntos. Ou seja, a criança que tem pesadelo não necessariamente vai sofrer de terror noturno e vice e versa. Como acontecem em fases diferentes do sono, têm características bem distintas.

Nos episódios de terror noturno, que duram cerca de 30 segundos até cinco minutos, a criança pode chorar, gritar, transpirar, ficar com respiração e batimentos cardíacos acelerados e até sair andando pela casa. Por isso é importante os pais manterem a calma, pois logo em seguida ela volta ao sono comum. Se acordar a criança, ela pode demorar muito mais para voltar a dormir.

Nosso sono é dividido em NREM* (também conhecido como NÃO-REM), fase que vai da sonolência até o sono profundo, e REM*, que é a fase de maior atividade cerebral. O pesadelo acontece na fase REM, por isso, a criança acorda assustada e se lembrando de tudo o que “sonharam”. Já o terror noturno é característico da fase NREM e é por isso que a criança não se recorda de nada do ocorrido.

 

Ainda não existe um tratamento para o terror noturno, mas a Dra. Felícia reuniu algumas dicas que podem ajudar os pequenos a ficarem livres disso - e os pais também, é claro:

  •     Mantenha a calma e não acorde a criança de jeito nenhum. Por mais aflitivo que seja o episódio, ele é rápido e a criança não sente nada e nem vai se lembrar no dia seguinte;  
  •     Deixe o ambiente seguro para a criança, com telas ou cadeados nas janelas; grades nas escadas e evitar deixar brinquedos espalhados pelo chão;
  • Evite comidas gordurosas à noite e estímulos como atividades físicas , brincadeiras agitadas e telas pelo menos uma hora antes de dormir;
  • Mantenha uma rotina de sono, como banhos mornos antes de dormir, que relaxam o corpo. Prefira contar histórias ou deixar alguma música suave no ambiente;
  • Se a criança já souber falar é importante que os pais sempre conversem com ela no dia seguinte aos episódios para entender seus sentimentos, tentar descobrir se aconteceu algo que ela não está sabendo se expressar

 

“É sempre importante dizer que nenhuma criança é igual a outra e que as dicas que deixei podem ajudar, mas, na dúvida, o mais indicado é sempre conversar com o Pediatra do seu filho”, completa Dra. Felícia.

  

* REM (Rapid Eye Movements, em Português: movimentos oculares rápidos) é o sono de maior atividade cerebral. NÃO-REM é o ciclo do sono que vai da fase da sonolência até o sono mais profundo.



Dra. Felícia Szeles
Formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC - Campinas), é especialista em Pediatria e Alergia e Imunologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Pediatra nas áreas de Puericultura, Infância e Adolescência, também realiza acompanhamento pediátrico pré-natal em gestante. Como Alergista, atua com foco no atendimento infantil.

Síndrome mão-pé-boca

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20 dezembro 2019

Síndrome, de origem viral, é comum em crianças e tem um quadro clínico clássico


A síndrome mão – pé – boca é causada pelo vírus chamado Coxsackie sendo altamente contagioso, podendo ser passada de pessoa para pessoa, através de objetos contaminados e nas fezes. Essa doença ocorre na maioria dos casos em menores de 5 anos, mas os adultos também podem ser infectados. “Por isso, após trocar o bebê deve ser feita uma higiene rigorosa das mãos. Todo cuidado é necessário, já que a transmissão pode ocorrer também através da saliva, tosse e espirro. Sendo assim, a criança que está com essa doença não deve ter contato com outras crianças, ” alerta a pediatra Dra. Loretta Campos

Os sintomas surgem entre 3 a 7 dias após a infecção, a criança apresenta febre alta, dor de garganta, também ocorre uma diminuição do apetite e em alguns casos diarreia. Além disso, a síndrome mão – pé – boca pode evoluir para aftas na boca, deixando as crianças irritadas e lesões na pele tipo “bolhas” nas mãos, pés (palma e planta) que causam coceira, na região do períneo e em todo o corpo. 

O tratamento consiste no controle dos sintomas, ou seja, fazer uso de medicamentos para a coceira, antitérmicos, analgésico, pomadas para a dor das aftas. Outro cuidado importante é evitar o contato com outras crianças. Caso o quadro seja de febre ou lesões pelo corpo sem nenhum motivo ou causa aparente, não deve levar o pequeno no parquinho ou brinquedoteca, e principalmente a mãe precisa procurar um pediatra.

Dra. Loretta Campos: Pediatra e Consultora de Aleitamento Materno  
Pediatra pela Universidade de São Paulo (USP), Consultora Internacional em Aleitamento Materno (IBCLC), Consultora do sono, Educadora Parental pela Discipline Positive Association e membro das Sociedades Goiana e Brasileira de Pediatria. A médica aborda temas sobre aleitamento materno com ênfase na área comportamental da criança e parentalidade positiva.

Amamentação traz benefícios tanto para o bebê quanto para a mãe

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10 dezembro 2019

 Leite materno deve ser oferecido até os 2 anos de idade ou mais


Além de ser o principal, e único necessário, alimento de um recém-nascido, o leite materno traz uma série de benefícios tanto para a criança quanto para a mãe, sendo indicado até os 2 anos de idade ou mais. Ele colabora na prevenção de doenças e ajuda no desenvolvimento do pequeno. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de seis milhões de vidas são salvas a cada ano por conta do aumento das taxas de amamentação exclusiva.
De acordo com a médica pediatra, Ana Fonseca, o ideal é que a amamentação seja iniciada ainda dentro da sala de parto, desde que a criança tenha nascido bem.
Para o bebê, a amamentação traz um maior contato com a mãe, melhora a imunidade, é de fácil digestão, ajuda a  desenvolver a inteligência, reduz o risco de doenças alérgicas, diminui as chances de desenvolver doenças como a de Crohn e linfoma, estimula o desenvolvimento correto da arcada dentária e previne doenças contagiosas, como a diarreia. “A mamãe também acaba ganhando com tudo isso. O sangramento pós-parto diminui e a perda de peso é acelerada”, comenta ressaltando, ainda, a redução da incidência de câncer de mama, ovário e endométrio e doenças cardiovasculares, como infarto.
Ana chama a atenção para algumas práticas, até então tidas como comuns, mas que acabavam tomando o lugar da amamentação e colaboram com quadros de diarreia. “Há fortes indícios de que o leite materno protege contra a diarreia. Contudo essa proteção pode diminuir quando o aleitamento materno deixa de ser exclusivo. Oferecer à criança amamentada água ou chás, prática considerada inofensiva até pouco tempo atrás, pode dobrar o risco de diarreia nos primeiros seis meses de vida”, comenta a pediatra destacando que o leite materno também auxilia no combate à desidratação.
Ela enfatiza também as melhoras de infecções respiratórias. “Temos diferentes estudos que mostram a proteção do leite materno contra doenças respiratórias, como bronquite, fora as otites.”
As chances de obesidade também são mínimas quando a criança é amamentada, assim como há evidências na contribuição para o desenvolvimento cognitivo. “A maioria dos estudos conclui que as crianças amamentadas apresentam vantagem nesse aspecto, principalmente as com baixo peso de nascimento.”
Fora o maior vínculo com o filho, entre todos os benefícios que a amamentação também traz para a mãe, Ana pontua a proteção contra o câncer de mama. “Já está bem estabelecida a associação entre aleitamento materno e redução na prevalência de câncer de mama. Pesquisas mostram que o risco de contrair a doença diminua 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação.”
A médica adianta que, nos primeiros meses, o bebê ainda não tem uma capacidade gástrica grande, o que ocasiona mamadas de pouco volume e, consequentemente, curtos intervalos, mas, com o tempo, ele acaba conseguindo mamar maior quantidade e ficar satisfeito por mais tempo, sendo capaz de fazer, inclusive, pausas noturnas maiores. “A melhor posição para amamentar é aquela em que a mãe e o bebê se sintam confortáveis. Deve prazerosa para a mãe e para o bebê, que deve estar virado para a mãe, bem junto de seu corpo, apoiado e com os braços livres. A cabeça do bebê tem de ficar de frente para o peito e o nariz na frente do mamilo. Só coloque o bebê para sugar quando ele abrir bem a boca. Quando o bebê pega bem o peito, o queixo encosta na mama, os lábios ficam virados para fora, o nariz fica livre e aparece mais aréola (parte escura em volta do mamilo) na parte de cima da boca do que na de baixo. Deixe-o mamar até que fique satisfeito. Espere que ele esvazie bem a mama e então ofereça a outra, se ele quiser. Na próxima mamada, inicie por aquela mama que ainda não havia sido esvaziada por completo.”

Fleury Kids

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29 novembro 2019

É o novo espaço para crianças do Fleury Medicina e Saúde.



Além dos personagens da Turma da Coragem, criados exclusivamente pela marca e os novos companheiros do público infantil, ambiente conta com pediatra nas unidades de atendimento

Téo é capaz de criar campos de força que protegem todos a sua volta; Luz tem visão de raios-X e enxerga através das coisas; já Zoom, tem o poder de ultravisão e superaudição. Estes heróis, juntos com a inteligente médica, Dra. Flora, e o Fleureão, um gatinho disfarçado de leão, vão combater o Medo, o grande vilão do público infantil que aparece na forma de uma lagarta. Os personagens fazem parte da Turma da Coragem, criados exclusivamente pelo Fleury Medicina e Saúde, para tornar o atendimento de crianças (0 a 12 anos) mais educativo, lúdico e humanizado.

O Fleury Kids tem um grande diferencial que é contar com um médico pediatra em cada unidade de atendimento. O especialista é responsável por todo atendimento e acompanhamento da criança no espaço Fleury Kids para esclarecer as dúvidas das famílias em relação aos exames de seus filhos, oferecer suporte nos procedimentos, acompanhar os resultados urgentes e, em determinados casos, garantir a liberação dos laudos em um prazo reduzido e prestar assessoria médica ao pediatra da criança para que o médico solicitante consiga tomar a decisão terapêutica de forma mais ágil.

A Turma da Coragem estará presente nas unidades do Fleury Kids, nova estrutura especial dedicada ao cuidado pediátrico do Fleury Medicina e Saúde. Entre os diferenciais do novo espaço estão: coleta infantil, que reduz em até 70% o volume do material colhido nos exames; equipamentos de tomografia, que captam as imagens com maior rapidez e menor dose de radiação; e aparelhos de raio-X e ultrassons exclusivos para crianças. O espaço receberá tanto as crianças que têm exames programados como aquelas que acabaram de sair do pediatra com uma queixa aguda e necessitam de esclarecimento rápido. Este, aliás, é o perfil que mais se beneficiará do prazo reduzido de entrega de resultados, em até quatro horas.

“No Fleury Kids o atendimento às crianças é completo. O espaço foi concebido para tornar a experiência mais humanizada e lúdica para este público, combinando conforto e diversão e agilidade no diagnóstico,” explica William Malfatti, diretor de Marketing, Comunicação e Relacionamento com Clientes do Grupo Fleury. Além disso, nossos pediatras atuam como consultores, ou seja, a assistência aos pequenos vai muito além do momento do exame, pois os especialistas estão de prontidão para identificar qualquer urgência ou eventualidade durante o atendimento e esclarecer qualquer dúvida dos médicos solicitantes. “Sabemos que isso evita idas desnecessárias das crianças ao pronto-socorro e permite ao médico acompanhar a jornada dos pequenos de forma integral”, completa.

O espaço Fleury Kids está presente em sete unidades do Fleury Medicina e Saúde: Anália Franco II, Braz Leme, Paraíso, República do Líbano I, Rochaverá e Morumbi na capital paulista, além da Unidade Alphaville, na região metropolitana de São Paulo.



Acesse e conheça o Fleury Genômica: 

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Férias têm oficinas gratuitas para divertir crianças

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03 julho 2019

Catapulta Editores e Livraria Da Vila promovem oficinas de livros interativos para brincar com arte e incentivar o raciocínio por meio de perguntas e respostas

A Catapulta Editores e algumas das unidades da Livraria Da Vila estão promovendo oficinas gratuitas no período de férias. As oficinas acontecem entre os dias 06 e 27 de julho e vão ensinar a brincar com a arte através de giz, criar engrenagens criativas, e transformar o contorno de uma mão no que quiser. Além disso, as oficinas também vão estimular o raciocínio através de desafios.
Os livros da coleção “Abremente” e os últimos lançamentos da editora como, “Arty Mouse Giz”, “Espirais Coloridas” e “Mãos à Arte!” inspiraram cada oficina. A ideia é exercitar a coordenação motora dos pequenos por meio de diferentes estímulos que os livros oferecem.
Todas as atividades acompanham tutorial, material e um responsável para auxiliar. As oficinas são gratuitas e tem classificação indicativa de acordo com cada livro, mas toda a família pode interagir com as brincadeiras.

Confira a programação:


- Oficina Coleção Abremente (3+)
Onde: Livraria Da Vila Lorena, na Alameda Lorena, 1731 - Jardim Paulista, São Paulo/SP 
Quando: 06 de julho às 16 horas

- Oficina Arty Mouse GIZ (3+)
Onde: Livraria Da Vila Fradique, na Rua Fradique Coutinho, 915 - Pinheiros, São Paulo/SP
Quando: 13 de julho às 16 horas


- Oficina Espirais Coloridas (7+)
Onde: Livraria Da Vila JK Iguatemi, na Avenida Juscelino Kubitschek, 2041 – Vila Nova Conceição, São Paulo/SP
Quando: 20 de julho às 16 horas


- Oficina Mãos à Arte! (4+)
Onde: Livraria Da Vila Higienópolis, na Avenida Higienópolis, 618 - Higienópolis, São Paulo/SP
Quando: 27 de julho às 16 horas

Férias a vista ...

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14 junho 2019

Livre brincar e alimentação saudável são prioridades em programação de férias do Brincando no Pé
As férias de julho estão chegando, para a alegria dos filhos e desespero dos pais, que não conseguem se afastar do trabalho no mesmo período e tem que dar conta da casa, do emprego e das crianças cheias de energia para brincar. Mas, é possível lidar da melhor maneira possível com esse período enriquecedor e que influencia diretamente na formação dos pequenos. De 1 a 26 de julho, o Brincando no Pé, que fica na Chácara Santo Antônio, na Zona Sul de São Paulo, oferece uma recreação especial com duração de quatros semanas.
Compreendido de segunda a sexta-feira, os pais podem optar por dias avulsos; dois horários de meio período, das 9 às 13 horas ou das 14 às 18 horas; ou pelo período integral, que vai das 9 às 18 horas.


A recreação é oferecida para crianças a partir de dois anos e segue o conceito consagrado pela Casa, pioneira no Livre Brincar e que conta com brinquedos, objetos e espaços para a criança escolher o que quer fazer, tudo em um ambiente lúdico, com grama, areia, brinquedos motores, fantasias, tintas e melecas de todos os tipos.  “As crianças menores de três anos são bem-vindas. As que puderem vir acompanhadas de um adulto é sempre melhor, mas abrimos a oportunidade para aqueles que não podem acompanhar para que façam um processo de adaptação”, explica Suely Bloch, pedagoga e proprietária do Brincando no Pé.
O espaço conta também com atividades paralelas para entreter a criançada, como amarelinha, pintura, desafios, caça ao tesouro, bambolê, teatro, castelo de areia, cabanas, teatro de sombras, massinha e bichos de jardim. “Durante as férias, muitos pais têm dificuldade na hora de entreter seus filhos longe de aparelhos eletrônico. Aqui, priorizamos as atividades em que a criança se sinta livre para escolher como e com o que quer brincar, com trocas de experiências, interagindo entre si e fazendo parte de um coletivo. Nossa equipe, que tem ampla experiência, apenas acompanha o ritmo das crianças, estimulando e respeitando os interesses e escolhas de cada um, sem imposição”, diz.
Os pais também não precisam se preocupar com a alimentação. É oferecido um lanche da manhã ou da tarde (R$10) com uma fruta, suco natural, sanduíche ou milho, pão de queijo, polvilho e bolo sem açúcar. Aos que almoçam na Casa há comidinha caseira com arroz, feijão, carne ou frango, legumes, saladinha, suco natural e sobremesa ($17). Há, porém, a liberdade dos pais levarem a própria comida, desde que seja mantida a linha priorizada no Brincando no Pé. “A alimentação é uma prioridade no Brincando. Defendemos uma alimentação saudável, com produtos in natura ou minimamente processados, para que as crianças possam ter um futuro com mais saúde e não desenvolvam problemas que irão atrapalhar a qualidade de vida”, pontua.

SERVIÇO

Rua Pedroso de Camargo, 319, Chácara Santo Antonio, São Paulo - SP
Telefone: (11) 9-9364-6887


Valores
MEIO PERÍODO 

Avulso R$ 80
1 semana R$ 360
2 semanas R$ 680
3 semanas R$ 960
4 semanas R$ 1.200

INTEGRAL 

Avulso R$ 150
1 semana R$ 562
2 semanas R$ 975
3 semanas R$ 1.350
4 semanas R$ 1.650

Junho - Mês das Festas Juninas nas escolas

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13 junho 2019
Foto Aruqibi

Meu Filho não quer dançar. E Agora? 


Psicopedagoga lista 5 dicas para os pais e filhos se divertirem sem neuras nas festas juninas 

E chegou o mês “6”, e com ele as tradicionais festas juninas, que muitas vezes se estendem até julho. Começam os ensaios nas escolas. É hora de escolher os trajes, pendurar bandeirinhas e toda aquela agitação ao som da quadrilha, mudando a rotina das famílias e no ambiente escolar.  

Para a psicopedagoga e também analista do comportamento, Michelli Freitas, há famílias que adoram esta época do ano e mal conseguem esperar o mês de junho para começarem a se preparar para estas datas. Em especial quando as crianças estão na primeira infância e começam a participar dos festejos.  

“A família fica animada e os que podem comparecem nas festinhas da escola estão muito empolgados. Dos 'pets' aos amigos mais chegados. Todos são convidados”, compartilha Michelli.  

Para a especialista os problemas e frustrações começam aí: “Não é incomum que no dia da festa a criança só chore, não queira vestir a roupa, e talvez nem queria ir à festa, ou entrar no palco para se appresentar”, comenta.  

Pensando nisso Michelli listou 5 dicas para lidar com a situação: 

1- Empolgação - Controle as expectativas; a festa é para a criança. “Os pais são expectadores e é do filho o papel principal. “É fundamental perguntar à criança se ela quer participar antes de tudo", comenta a psicopedagoga.  
 
2- Diálogo -  Nada como uma conversa franca e honesta mostrando fotos de festas juninas anteriores, e dizendo o que irá acontecer.É uma festa de alegria, e se o pequeno não se diverte, não faz sentido”, aconselha Michelli.  

 3 - Fazer parte – Outra dica é que a criança seja inserida nesta comemoração. “É importante que ele faça parte do processo, como por exemplo, escolher a roupa mais confortável. Opções e não imposições é o mais apropriado”, explica a especialista.  

4- Alternativas - Chegou a hora da apresentação e a criança não subiu ao palco. O que fazer? “Pode ser uma saída pedir à professora para entrar com ela, caso aceite esse apoio, ou também curtir na plateia e prestigiar os amiguinhos e amiguinhas da sala. 

 5 - Desencane -  Michelli Freitas aconselha os pais se libertarem das amarras do “socialmente inadequado” ou o famoso “o que os outros vão pensar de mim e do meu filho?”. A psicopedagoga finaliza: “Ser diferente é legal, é normal e está tudo bem. Se os pais passam esse valor para o filho, está criando um ser autoconfiante e maduro”, finaliza. 

 
Perfil da especialista 


*Michelli Freitas é Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, com licenciatura em Letras, Analista do Comportamento e Mestranda em Ciências do Comportamento.  É diretora do IEAC (Instituto de Educação e Análise do Comportamento), que ministra cursos para pais, profissionais da educação e saúde. (https://ieac.net.br/blog/).

Inverno e técnica de hipotermia em recém nascido

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08 agosto 2018
Monitoramento em UTI Neonatal e técnica de hipotermia salva vidas e evita sequelas neurológicas em recém-nascidos

Falta de oxigenação no parto é a principal causa de lesões; hipotermia prevê a redução da temperatura corpórea do bebê para proteção dos seus neurônios

Prevenir sequelas neurológicas em recém-nascidos e mudar a vida de pacientes com alto risco para lesão, por meio da maior rede de monitoramento cerebral de bebê com alta tecnologia e inteligência artificial.

Esse é o objetivo de um projeto inédito no Brasil, criado pela PBSF - Protecting Brains & Saving Futures (Protegendo Cérebros, Salvando Futuros) que promove a difusão do conceito de UTI Neonatal Neurológica e oferece aos hospitais apoio de uma Central de Monitoramento 24 horas.

Isso porque, no Brasil, estima-se que nasçam de 6 a 18 mil bebês /ano com asfixia perinatal, popularmente conhecida como falta de oxigenação no cérebro durante o parto. Nascem aproximadamente 1 a 2 bebês com asfixia perinatal por hora e, estudos estimam que caso não sejam oferecidos os tratamentos mais atuais, cerca de 35% dos sobreviventes terão que viver com déficits neurológicos.

O pediatra e neonatologista, Dr. Gabriel Variane, conta que a iniciativa surgiu devido à preocupação de especialistas com esses altíssimos números e, consequentemente, com o aumento dos custos gerados por doenças graves e permanentes, originadas por problemas na hora do parto.

  “O cenário atual envolvendo pacientes de alto risco para lesão cerebral envolvem cerca de 40 casos por hora”, diz Variane.

Os bebês inseridos nesse grupo de risco são: recém-nascidos com asfixia perinatal, com crises convulsivas, mal epiléptico, com malformações do sistema nervoso central, prematuros extremos, recém-nascidos com hemorragia intracraniana, cardiopatas e aqueles com erro inato do metabolismo.

No intuito de reduzir cada vez mais as possíveis lesões em casos de asfixia e prematuridade, a PBSF oferece aos centros associados aquilo que os principais centros de Neonatologia do mundo recomendam em terapêutica para asfixia neonatal: Central de Monitoramento e conexão 24h por dia; discussão de protocolos; promoção de assistência remota; aplicação de monitoramento cerebral; armazenagem de dados e análise de resultados da UTI Neonatal Neurológica. Também são disponibilizados treinamento longitudinal, metodologias e equipamentos para a implantação do Modelo UTI Neonatal Neurológica.

No Brasil, a criação do projeto foi possível graças à parceria da PBSF – Protecting Brains & Saving Futures (Protegendo Cérebros, Salvando Futuros) e da organização de fomento Axigen – uma organização que apoia startup voltadas à saúde.

O frio faz bem? Hiportemia Terapêutica

Uma das principais tecnologias oferecidas pelo programa é denominada hipotermia terapêutica, técnica que prevê a redução da temperatura corpórea do bebê para proteção dos seus neurônios.

De acordo com o neonatologista, a hipotermia é o resfriamento do bebê para uma temperatura de 33 ou 34 graus, impreterivelmente, nas suas seis primeiras horas de vida, o que resulta em um excelente efeito neuroprotetor, incapaz de ser atingido por outro método terapêutico.

“A temperatura normal de um corpo humano varia entre cerca de 36 a 37 graus. Ao fazer esse resfriamento, é comum a ideia de que outros órgãos serão prejudicados. Enfatizamos que o procedimento é extremamente seguro, que os possíveis efeitos colaterais são manejáveis e que os benefícios superam, e muito, qualquer tipo de risco”, explica.

Hospitais e personagens

O projeto nasceu na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e, atualmente, 13 hospitais já implantaram o sistema, após 25 meses de operação. Até julho de 2018, mais de 1300 pacientes já foram beneficiados.

O Hospital e Maternidade Santa Joana, localizado na capital paulista (SP) foi o primeiro serviço privado a implantar a UTI Neonatal Neurológica, que está fundamentada em quatro pilares - monitoração cerebral, avaliação neurológica, neuroimagem e neuroproteção.

Em julho deste ano, o Hospital Santa Luzia (HSL), da Rede D’Or São Luiz, recebeu o projeto, sendo a 1ª instituição do Centro-Oeste a contar com a tecnologia, promovendo a difusão do conceito de UTI Neonatal Neurológica e oferece apoio de Central de Monitoramento 24h.
                                                                                  
Em Santos, a tecnologia já foi implantada no Complexo Hospitalar dos Estivadores (CHE), o primeiro da Baixada Santista a utilizá-la; e na Santa Casa do município, que inaugurou a estrutura em maio deste ano.

“Nossa meta é alcançar 100 hospitais de todo o país em cinco anos e consolidar o programa como a maior rede de monitoramento cerebral e neuroproteção do mundo. Uma vez que, quanto mais baixa a condição socioeconômica, maiores os riscos, também pretendemos estreitar relacionamento com Secretarias e Ministério da Saúde, visando estender os benefícios para o SUS e grandes hospitais públicos”, conta Dr. Gabriel Variane.

Agosto Dourado

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03 agosto 2018


Especialista aponta benefícios do aleitamento materno


Em todo o mundo apenas 38% das crianças são amamentadas. Ano passado uma lei promoveu agosto como o mês do aleitamento materno e possui diversas campanhas para incentivar a amamentação

Sabe-se que a amamentação, isoladamente, é a estratégia de maior impacto capaz de salvar a vida de cerca de 13% das crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas previsíveis. O estímulo da amamentação exclusiva salva nada menos que 6 milhões de crianças por anoEm todo o mundo, apenas 38% das crianças são amamentadas. Conforme a Organização Mundial da Saúde, a meta global a ser atingida até 2025 é de que pelo menos 50% dos lactentes recebam o aleitamento materno até o sexto mês de vida da criança. Por isso, desde o ano passado, foi sancionada uma lei pelo Congresso Nacional, que institui o mês de agosto como o “Mês do Aleitamento Materno”, que passa a ser chamado de “Agosto Dourado”.

Para Cíntia Matieli, consultora de amamentação e fundadora da Mommy’s Angel consultoria materna, “o leite materno é o melhor alimento que um bebê pode receber nos seus primeiros anos de vida, sendo indicado até dois anos ou mais. Sua superioridade orgânica o torna de melhor digestibilidade, sendo o alimento mais completo para promover o crescimento e desenvolvimento infantil”. Além disso, segundo Cíntia, as crianças amamentadas com leite materno também estão mais protegidas contra doenças infecciosas.”, comenta.

Ainda existem muitos tabus e principalmente no que se refere a quantidade de mamadas, por exemplo, por isso, Cíntia preparou dicas para as mamães se sentirem mais confiantes em oferecerem este alimento tão rico ao seu bebê:
  • O bebê deve ser amamentado todas as vezes que desejar. Importante: a mãe deve permitir que a criança mame até o momento em que sentir o peito vazio ou murcho para, só então, oferecer a outra mama.  Estas são recomendações importantes, pois muitas mães reclamam que seus filhos choram o tempo todo, que querem mamar a toda hora e que o leite produzido é fraco e, por isso, leva a criança a sentir fome”, explica Cíntia.  
  • Importante: na verdade, o leite não é fraco. O bebê é que sente fome, uma vez que este alimento é rapidamente digerido.
  • As mulheres produzem dois "tipos de leite": o que se concentra no fundo da mama, rico em nutrientes, capaz de estimular o ganho de peso e o crescimento do bebê; e o localizado mais na parte da frente da mama, rico, principalmente, em água, o que leva a recomendação de que não é necessário oferecer água a criança até o sexto mês de vida. 
  • É sempre bom lembrar que o bebê deve ser colocado para arrotar, logo após a mamada e, se ele for ficar deitado, deve ser posicionado para cima, pois, caso vomite, não corre o risco de sufocar-se.
  • É muito comum as mulheres sentirem dores nas mamas, devido às rachaduras (fissuras). Para preveni-las, é necessário passar o próprio leite na mama, antes e após dar de mamar. Caso as rachaduras já existam, o leite ajudará a cicatrizá-las. Na maioria das vezes, o que faz o peito rachar é o jeito que o bebê abocanha a mama: sua boquinha deve envolver e abocanhar a aréola do peito, aquela parte redonda e mais escura, localizada ao redor do bico do seio. Se o bebê sugar somente o mamilo (bico), com o tempo, a mama ficará machucada. Para corrigir as fissuras existentes, além de passar o próprio leite na mama, a pega do bebê, ou seja, o jeito que ele abocanha a mama, também deve ser corrigida.
  • Também é comum reclamações de dores nas costas, no pescoço e nos ombros. Por isso, ao amamentar, a mulher deve preferir ambientes tranquilos, posicionar-se de maneira confortável, com a coluna alinhada e os pés apoiados.
  • No geral, água morna nas costas durante o banho pode aliviar eventuais dores. Só é preciso lembrar que não se deve deixar cair água quente ou morna nos seios, pois isto pode fazer com que o leite empedre, as mamas fiquem ingurgitadas e a mulher sinta mais dores.


Sobre Mommy's Angel Consultoria Materna

Fundada por Cíntia Matieli, consultora de Amamentação e Educadora Perinatal, a Mommy’s Angel está há mais de 15 anos no mercado e possui dezenas de cursos e consultorias para dar mais tranquilidade e segurança aos pais para cuidarem de seus bebês após o nascimento. Atualmente oferece os serviços de consultoria em aleitamento materno, em sono materno-infantil, curso preparatório para casais grávidos, treinamento de babás personalizado e laserterapia. 

Para mais informações acesse: https://mommysangel.com.br/

Sete dicas para uma amamentação saudável

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31 julho 2018

Obstetra Corintio Mariani Neto dá orientações fundamentais e esclarece as principais dúvidas desse período

Comemorada entre os dias 1 e 7 de agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno reforça a importância da amamentação para o desenvolvimento saudável dos bebês, assim como para a diminuição da mortalidade entre recém-nascidos no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 800 mil vidas seriam salvas anualmente se toda criança fosse amamentada desde o nascimento até os 2 anos. "Isso porque a amamentação é uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e a sobrevivência de recém-nascidos", pontua o ginecologista e obstetra Corintio Mariani Neto, presidente da Comissão Nacional de Aleitamento Materno da Febrasgo e diretor técnico do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros.

No Brasil, somente 38,8% das crianças se alimentam exclusivamente do leite materno nos primeiros 5 meses de vida, taxa considerada abaixo do ideal pela OMS. Para o obstetra, ainda há muito a fazer para que se chegue cada vez mais perto do ideal. "Uma das medidas importantes para estimular o aleitamento é fornecer informação de qualidade às mães, já que o tema costuma trazer muitas dúvidas", pontua. Para isso, o especialista destaca algumas dicas importantes. Confira abaixo:


Alimentação é a fonte

Mantenha uma dieta balanceada, constituída por carnes magras, aves, ovos, peixes, frutos do mar, verduras, cereais e frutas. A hidratação também é importante: beba pelo menos dois litros de água por dia. Evite excesso de leite de vaca, amendoim, frutas secas, soja, café, chocolate, refrigerantes, chá preto, mate, feijão, repolho e batata doce, para prevenir alergias ou mesmo gases e cólicas intestinais na criança.

Seu leite não é fraco

De um modo geral, não existe leite fraco, nem leite forte, cada mãe produz o leite ideal para o seu bebê, principalmente se a mãe estiver seguindo uma dieta adequada para esse período. Não é preciso complementar a alimentação do bebê com fórmula artificial por meio de mamadeira, a não ser que seu médico tenha orientado. A introdução precoce do bico artificial pode levar o bebê a recusar o peito, fazendo a produção de leite diminuir progressivamente.

Não interrompa a mamada

Quando a criança começa a sugar, ela recebe o leite inicial da mamada, que é mais "diluído" e serve para hidratar a criança. Depois de certo tempo, que é variável de bebê para bebê, começa a chegar o leite do final da mamada, que é rico em gorduras e, por isso, sacia a fome do bebê. Assim, é importante que não se interrompa a mamada para trocar de peito e que a criança mame do mesmo lado até saciar sua fome.

Pega e posição

A mãe deverá estar relaxada e confortável, o abdome do bebê encostado ao seu, com a cabeça e o tronco alinhados e o queixo tocando o peito materno. A boca do bebê deve estar bem aberta (cobrindo quase toda a parte inferior da aréola), o lábio inferior voltado para fora e sua língua acoplada ao peito. A sucção será lenta e profunda, intercalada por pequenas pausas de deglutição. O pequeno deve sugar a aréola, não o mamilo.

Mamilo machucado, e agora?

É preciso estar atenta à posição do bebê, pois a pega incorreta pode ser o motivo de os mamilos estarem machucando. Corrija a posição e fique tranquila, pois a cura das lesões costuma ser rápida. Lembre-se que o seu próprio leite é um ótimo cicatrizante. Também considere a utilização de produtos que ajudem na cicatrização das lesões, mas somente com a indicação do seu médico.

Amamente a livre demanda

Não se apegue a intervalos fixos, isso costuma ser bem variado, dependendo da necessidade e da frequência que seu bebê gosta de mamar. Respeite as vontades do pequeno, pois ele não procura o seio apenas para matar a fome, mas também quando tem sede ou precisa de conforto, aconchego e segurança. Portanto, não hesite em colocá-lo para mamar.

Contracepção e Amamentação

Algumas mulheres podem ovular mesmo amamentando. Para prevenir, é necessário que a amamentação seja exclusiva, com mamadas frequentes, nas 24 horas do dia. Para aumentar a segurança, é recomendado que a mãe adote um método contraceptivo a partir da sexta semana após o parto. Um exemplo são as pílulas que contêm só progestagênio, ideais para esse período. Como são livres de estrogênio, não inibem a produção de leite e não interferem em sua qualidade e volume. Converse com seu médico sobre a possibilidade, pois ele poderá recomendar o método mais adequado.

Inverno e os cuidados com os bebês e crianças

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06 junho 2018

A estação do inverno é caracterizada pela maior incidência de doenças respiratórias e infecciosas em bebês e crianças, o que é comprovado pelo aumento de procura nos pronto-atendimentos infantis.  Segundo o pediatra Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros, com mais de 40 anos na profissão, isso ocorre pela baixa imunidade dos pequenos, o que os torna mais suscetíveis ao contato com vírus e bactérias que se proliferam nos ambientes fechados e com maior aglomeração com pessoas contaminadas.            

“Apesar da maioria dos casos serem de gripes e resfriados comuns, é importante alertar para o correto diagnóstico e tratamento em tempo para estes casos, que se não cuidados podem evoluir com riscos mais sérios para as crianças”, relata o pediatra.

Dr. Sylvio explica também que, para evitar chegar ao estágio de remediar, vale sempre destacar as medidas de prevenção, muitas das quais bastante simples e básicas de serem seguidas, e as quais se destacam a seguir:

Vacinação: estar com a carteira de vacinação em dia, especialmente com a vacina da gripe, é um dos fatores que garante a imunização necessária para combater os agentes agressores causadores das doenças de inverno.

Alimentação: estar atento às necessidades nutricionais pertinentes a cada fase da criança, com uma alimentação rica e equilibrada, para garantir o pleno desenvolvimento de seu processo imunitário.

Hidratação: oferecer água com frequência à criança é necessário para manter a hidratação, equilíbrio de temperatura, limpeza das vias áreas superiores e bom funcionamento do organismo com um todo. Importante lembrar que nos seis primeiros meses, a amamentação já cumpre o papel de hidratação necessária, não sendo preciso a ingestão de água pelo bebê.

Higiene: banho diário na criança, em local protegido do frio, ajuda a afastar os agentes causadores de vírus e bactérias. O mesmo cuidado deve-se ter com a limpeza da casa, para evitar o acúmulo de pó e ácaros, além dos vírus e bactérias já citados. 

Ambiente: manter a circulação do ar também é de grande importância para evitar o acúmulo dos agentes causadores das doenças. Por isso, nada de fechar todas as portas e janelas, pois ao invés de proteger a criança, estará criando mais oportunidades de contaminação. Se possível, usar um umidificador de ar para ajudar a manter a qualidade do ar que propiciará a manutenção da hidratação das vias áreas (nariz e garganta) da criança.

DOENÇAS INCOMUNS DE INVERNO 
Somados aos quadros de gripes, resfriados, alergias respiratórias, pneumonias, infecções de ouvido, entre outros, nota-se também um aumento da bronquiolite.              
A bronquiolite é uma infecção causada pelo vírus respiratório sincicial e acomete crianças até os dois anos de idade, em que o contágio ocorre através do contato com crianças infectadas, através da tosse, do espirro e até da fala, ou ainda na permanência em ambientes pouco higienizados. A doença se caracteriza pelo acúmulo de muco (secreção) nas pequenas cavidades do pulmão, os bronquíolos, dificultando a respiração, com evolução para tosse e falta de ar. O alerta do pediatra nesse caso é para os bebês recém-nascidos e os prematuros, uma vez que essas crianças ainda estão desenvolvendo de seu sistema imunológico, e o risco de a bronquiolite evoluir para uma pneumonia é maior.

A doença e os sintomas tendem a ceder em até uma semana após o início da infecção, mas, devido ao fato de haver possibilidade de a criança desenvolver uma insuficiência respiratória que pode ser grave, caso os pais notem piora no quadro da criança, devem levar a criança ao médico com brevidade.

Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros - Graduado pela Faculdade de Medicina do ABC, com especializações e títulos pela Unifesp/EPM, Sociedade Brasileira de Pediatria e General Pediatric Service da University of California (UCLA, Los Angeles, EUA). Atuou por quase 30 anos no Pronto Socorro Infantil Sabará e foi diretor técnico do Hospital São Leopoldo, cargo que deixou para se dedicar ao seu consultório, a MBA Pediatria, e à literatura médica para leigos. É autor dos livros "Seu bebê em perguntas e respostas - Do nascimento aos 12 meses" e “Pediatria Hoje”.

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