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Cuidados com a mastite são chave para proteger a saúde de mães e bebês

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09 abril 2024

 


Mastite na amamentação exige atenção, prevenção e tratamento individualizado para garantir o bem-estar de todos, explica Carolina Curci


A mastite, uma inflamação no tecido mamário, é um assunto crucial para as mamães que estão amamentando. É um tema que merece ser conversada de forma clara e aberta, porque, afinal, conhecimento é poder, principalmente quando se trata da nossa saúde. 


Segundo o Ministério da Saúde, a mastite ocorre mais comumente na segunda e terceira semanas após o parto, mas não está limitada a esse período, podendo surgir a qualquer momento durante a amamentação. "Muitas mulheres podem se deparar com a mastite durante o período de amamentação. É uma condição que causa não apenas desconforto físico, como vermelhidão, inchaço e dor, mas também pode afetar emocionalmente as mães, gerando preocupações e ansiedade", explica a ginecologista Carolina Curci


Segundo a médica, essas reações inflamatórias são uma resposta do corpo ao acúmulo e à pressão do leite não drenado adequadamente. O corpo reconhece esse acúmulo como um problema e inicia um processo inflamatório para combater o que percebe como uma lesão ou uma infecção potencial. “A condição inicia-se com a estase do leite, ou seja, a estagnação do leite nos ductos, que aumenta a pressão intraductal, causando uma série de reações”, conclui. 


A irregularidade nas sessões de amamentação pode levar a um desequilíbrio na demanda e oferta de leite, resultando em acúmulo, enquanto a preferência de um bebê por bicos artificiais pode prejudicar a pega correta e reduzir a eficácia da amamentação. “O uso de chupetas e mamadeiras tende a alterar o padrão de sucção do bebê, podendo causar uma pega inadequada no peito, o que dificulta o esvaziamento completo dos seios”, explica a médica. 


A estagnação do leite não apenas causa desconforto e dor devido à pressão, acumulada, mas também pode se tornar um meio para o crescimento bacteriano, aumentando o risco de infecção. “É essencial que as mães sejam orientadas sobre técnicas eficazes de amamentação, incluindo a importância da pega correta e do esvaziamento completo dos seios em cada mamada. A educação sobre amamentação e o suporte contínuo às mães lactantes são fundamentais para minimizar os riscos associados à estagnação do leite e garantir o bem-estar tanto da mãe quanto do bebê”, orienta Carolina.


“A fadiga materna é outro aspecto considerado um facilitador para o desenvolvimento da mastite”, explica a médica. O suporte emocional, o repouso e a hidratação da mãe são componentes igualmente importantes para uma recuperação eficaz.


Um complemento importante nos cuidados durante a amamentação, especialmente para prevenir problemas como fissuras que podem preceder a mastite, é o uso de pomada de lanolina. Este produto natural, recomendado por especialistas em lactação, ajuda a manter a pele dos mamilos hidratada, prevenindo rachaduras e irritações que podem se tornar portas de entrada para infecções. 


"A aplicação de pomada de lanolina pura nos mamilos pode ser uma medida eficaz para proteger a pele sensível durante este período de grande demanda, oferecendo um alívio significativo e prevenindo complicações", sugere a ginecologista. Segura para o bebê e não necessitando ser removida antes das mamadas, a lanolina se estabelece como uma escolha favorável para muitas mães que buscam conforto e proteção sem comprometer a saúde de seus filhos.


O tratamento, diz a médica, precisa de abordagens individualizadas. "Para a maioria das mulheres, medidas como aplicação de calor local, massagens suaves na área afetada e a continuação da amamentação ou extração do leite são recomendadas para aliviar os sintomas e promover a recuperação", informa. Em casos onde há infecção, o tratamento pode incluir o uso de antibióticos.


"Garantir que o bebê esteja corretamente posicionado e que o peito seja completamente esvaziado são medidas cruciais para prevenir a mastite", afirma. Ela reitera a necessidade de educar as mulheres sobre os cuidados com os seios e a amamentação para evitar essa condição. "Promover um diálogo franco sobre a mastite é essencial para desmistificar a condição, oferecer suporte às mães e garantir que elas recebam o cuidado necessário", conclui.


Cuidados essenciais com os primeiros dentes do bebê

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28 maio 2021
 


O nascimento dos primeiros dentes do bebê representa um marco no processo do desenvolvimento infantil. No entanto, esse é também um novo desafio tanto para os pais e tutores, quanto para a própria criança.

Os dentes são fundamentais para o crescimento. Ele auxilia na alimentação, na fala, estimula o desenvolvimento ósseo-facial e ainda ajuda na respiração. Mas, qual é a finalidade dos dentes de leite?

A importância do cuidado com os primeiros dentes

Os dentes de leite, ou dentes decíduos, costumam nascer por volta dos seis meses de idade, mas isso pode variar de acordo com o tempo de desenvolvimento de cada organismo.

Esse crescimento se dá de forma gradual e apenas aos três anos de idade a criança terá todos os 20 dentes, que permanecerão com ela até os sete anos. A partir daí eles começam a cair e dar espaço ao segundo grupo.

Uma das principais funções da primeira dentição é a formação do espaço necessário para que os dentes permanentes cresçam de forma adequada. 

Assim, se a primeira dentição cair antes do tempo, a formação dos dentes fixos é comprometida e pode criar problemas no espaçamento – sendo necessário o uso dos aparelhos ou mesmo da lente de contato dental, no futuro.

Além disso, a amamentação materna apresenta uma enorme importância nesse estágio de desenvolvimento bucal. 

Isso porque é durante a lactação que o bebê aprende a respirar pelo nariz e a realizar os movimentos de sucção, que são responsáveis pela modelagem dos ossos faciais.  

O uso de mamadeiras e chupetas também podem causar problemas na estruturação da mandíbula, que dificulta a mordida e exigem o conserto por meio do aparelho ortodôntico.

Desta forma, é possível notar como os cuidados com os primeiros dentes podem afetar até a vida adulta do paciente.  Mas, qual é a melhor forma de tratá-los?

Cuidados essenciais com os dentes de leite

Alguns médicos indicam a limpeza bucal, com o auxílio de um pano úmido, a partir dos quatro meses de idade. 

No entanto, os bebês que são alimentados exclusivamente com o leite materno, não precisam realizar a higienização bucal até o aparecimento dos primeiros dentes.

Contudo, a partir deste momento é importante que todos os pais sigam alguns cuidados específicos.

Acompanhamento com o dentista pediatra

O acompanhamento odontológico pediátrico deve ser iniciado o quanto antes. Isso porque o dentista pode analisar o desenvolvimento de cada dente e intervir em casos de malformações.

Ele pode recomendar o uso do aparelho de dente móvel para barrar uma movimentação inadequada e para estimular a abertura do palato, por exemplo. 

Esses tratamentos podem ser realizados com maior sucesso enquanto os ossos faciais ainda estiverem em desenvolvimento.

Além disso, o profissional pode avaliar, prematuramente, a presença de doenças e evitar complicações, bem como garantir que o crescimento dos dentes está de acordo com o esperado.

Uso dos acessórios adequados

Ao iniciar a rotina de limpeza bucal é preciso se certificar de que a escova tenha o tamanho adequado e possua cerdas macias para que ela não machuque a gengiva do bebê. Deste modo, é preciso notar se o produto é indicado para a idade da criança.

Além disso, o uso de creme dental deve ser acompanhado e indicado pelo dentista. Normalmente, até que a criança aprenda a não engolir o creme dental, a recomendação é pela escovação apenas com água.

Mas o dentista pode aconselhar o uso de pastas que contenham flúor, para ajudar com a remineralização dos dentes e prevenir a cárie.

O uso de mordedores e panos molhados também são ótimas formas de aliviar as dores e o desconforto do bebê quando os dentes apontam. Durante o nascimento dos primeiros dentes, dedeiras e gazes podem ser usadas em vez da escova.

Escovação correta e com a frequência adequada

Como em qualquer caso, os dentes das crianças devem ser escovados – com a supervisão de um adulto responsável – após todas as refeições.

Não se deve deixar a criança dormir tomando mamadeira ou molhar a chupeta em algum alimento doce, pois mesmo os dentes mais novos podem contrair cáries e outras doenças bucais que ameaçam a saúde e o desenvolvimento.

A escovação deve ser realizada delicadamente e sem a aplicação de força. Uma dica é apoiar a cabeça da criança em uma mão, para facilitar a tarefa e torná-la menos desconfortável.

É também necessário atentar-se a:

  • Escovar cada dente por 30 segundos;

  • Utilizar apenas uma pequena quantia de creme dental;

  • Preferir cremes dentais infantis;

  • Escovar a língua e as bochechas;

  • Usar diariamente o fio dental.

Incentivo ao hábito da escovação

As crianças aprendem com o exemplo. Por isso, conforme ela for crescendo, deixe-a ver os adultos da casa escovando os dentes, pois isso a ensinará que essa é uma tarefa normal e que deve ser realizada por todo mundo, todos os dias.

Além disso, é possível tornar esse momento mais divertido com o uso de brincadeiras, músicas e brinquedos. Assim, o hábito da escovação ficará associado com diversão e será mais facilmente adotado.

Atenção com a alimentação

A ingestão de fast-foods pode prejudicar a saúde dos dentes da criança e dificultar a esfoliação dos dentes decíduos. Esse processo é primordial para o nascimento dos dentes fixos.

Alimentos frescos como a cenoura, maçã e o brócolis ajudam a manter os dentes fortes e a incentivar o desprendimento dos dentes de leite, no momento certo.

Inclusive, frutas cítricas e morangos podem até ajudar, realizando a limpeza e clareamento  natural, deixando os dentes mais limpos e brilhantes.

Contudo, no decorrer do tempo é natural que os dentes amarelem, seja por conta da ação do tempo ou dos hábitos adquiridos durante o crescimento.

Nesse caso, após os 16 anos, as crianças podem recorrer ao clareamento dental junto ao profissional, de modo a recuperar a coloração e tornar o sorriso mais bonito e brilhante. 

Antes disso, o procedimento não é indicado e a profilaxia pode ser feita para a devida manutenção da cavidade e até remoção de manchas mais superficiais. 

Os cuidados com os dentes do bebê impactam na formação de uma saúde bucal forte que pode prevenir problemas futuros, como a perda dentária e até dificuldade de fixar estruturas/tratamentos por conta da fragilidade.

No caso da perda, o implante dentário também é uma opção para tratamento e reposição do dente, melhorando a funcionalidade bucal. Neste caso, o procedimento não é indicado até que a arcada e face estejam formadas completamente.

Assim, ao atentar com os cuidados adequados no decorrer da formação da primeira dentição e da vida, os incômodos serão reduzidos no romper das gengivas e em todas as faixas etárias, promovendo mais qualidade de vida e bem-estar.

Conteúdo originalmente desenvolvido pela equipe do blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações e conteúdos sobre os cuidados com a saúde física e mental.

Doenças que podem ser transmitidas ao bebê na gestação ou no parto

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20 fevereiro 2020

Durante o pré-natal, quando começam as maratonas de exames, a maioria das gestantes passa a se atentar mais ao seu estado de saúde e ao do bebê. E uma pergunta parece ser constante: quais são doenças podem ser transmitidas da mamãe ao bebê?

Preocupar-se em demasia nunca é bom, mas buscar informações é sempre uma maneira muito boa para garantir boa saúde a gestante e seu bebê, até mesmo antes da gestação.
Por isso, o Centro Paulista de Parto Natural - CPPN listou algumas doenças que podem ser transmitidas de mãe para filho e que merecem atenção. "Se a gestante tem ciência de possuir alguma delas durante a gestação, é importantíssimo buscar a ajuda do seu obstetra", comenta o fundador do CPPN, o ginecologista e obstetra Antonio Julio Sales Barbosa. Confira:

Sífilis
Transmitida através das relações sexuais ou transfusão de sangue, a sífilis é uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê, e que, na gravidez, é causa de abortamento, óbito fetal e diversas síndromes no bebê, como a hidrocefalia. O tratamento é simples, com antibióticos, por isso a importância do diagnóstico e de um pré-natal bem realizado.

Rubéola
Simples quando adquirida na infância e transmitida através de tosse e espirros, a rubéola é altamente contagiosa. No entanto, se a mamãe adquirir a doença no primeiro trimestre de gravidez, o bebê pode apresentar malformações, que podem resultar em surdez, problemas cardíacos, entre outros. A prevenção é fácil: vacinação.

HIV
Hoje, já sabemos que mamães soropositivas podem gestar bebês sem o vírus HIV. Para isso, é preciso que a carga viral esteja sob controle durante a gravidez e na época do parto. Se for esse o caso, é preciso um acompanhamento bem preciso com seu médico de confiança. E para não haver riscos, proteja-se e faça exames regulares.

Toxoplasmose
Transmitida por alimentos, água e animais contaminados, entre outros, a toxoplasmose pode, muitas vezes, ser assintomática. Por isso, é de extrema importância lavar bem os alimentos e evitar comê-los crus durante a gravidez, já que a doença pode afetar o bebê ainda dentro da barriga. Dependendo da fase em que o feto for infectado, pode causar problemas no cérebro, olhos, fígado e no desenvolvimento fetal.

HPV
Responsável por 70% dos casos de câncer de colo de útero, o HPV é perigoso para o bebê durante o parto, quando pode infectar o recém-nascido. As verrugas podem aparecer nas cordas vocais, boca e nariz do bebê, dificultando sua deglutição e respiração. Em caso de HPV, é essencial o acompanhamento do médico-obstetra.

Hepatites
A hepatite A é transmitida oralmente, e por isso tem a maior possibilidade de ser uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê no momento do parto. O vírus apenas é detectado no leite materno na fase mais aguda da doença. Caso o parto ocorra nessa fase, a criança deve receber imunoglobulina anti-VHA.
O vírus da hepatite B, por sua vez, é transmitido pelo contato com secreções genitais e sangue. O risco de ser uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê é muito baixa. No caso de mães VHB positivas, o bebê deve receber imunoprofilaxia, com a administração da primeira dose da vacina contra hepatite B.
A hepatite C também é transmitida pelo contato com sangue, e leva à inflamação do fígado, mas raramente desperta sintomas. Muitas pessoas acabam descobrindo por causa das campanhas de conscientização. A transmissão de mãe para filho no parto é rara, ocorrendo em apenas 5% dos casos.
Em todos os casos, realizar os exames de rotina do pré-natal e tomar as vacinas indicadas é essencial para proteger mamãe e bebê.

Quais cuidados devo tomar?
"Aqui estamos falando dos cuidados com doenças que podem ser transmitidas de mamãe para filho. No entanto, o cuidado com elas não deve se limitar às gestantes ou a quem tem planos de engravidar no futuro. O cuidado serve a todos", alerta o idealizador do CPPN, Antonio Julio. "Procure sempre realizar acompanhamento médico regular e prevenção para esses tipos de doenças, seja ela por meio de atitudes que inibam a contração ou por vacinação".

E fica mais um alerta: se a futura mamãe desconfia que possa ser portadora de alguma dessas doenças, não deixe sua visita ao médico para depois! Procurando um especialista o quanto antes, você poderá realizar os tratamentos adequados e evitar sequelas.

Amamentação Cruzada

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05 fevereiro 2020

Já falei aqui no blog, no Instagram sobre amamentação, mais atrás acompanhando um perfil materno a mãe mencionou sobre amamentar o filho da irmã,  e lendo os comentários percebi que muitas falaram que as avós,  mães,  tias fizeram isso, algumas mesmo também  amamentaram filho de amigas, primas, essa prática é conhecida como AMAMENTAÇÃO CRUZADA,  e apesar de antigamente ser muito comum ela não é recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Por isso achei importante trazer esse assunto aqui também,  afinal hoje em dia temos muitos recursos para obtermos informações e orientações.

O que é amamentação cruzada,  você sabe?
A amamentação cruzada ocorre quando uma mãe amamenta o filho de outra
mulher que por algum motivo não pode ou não consegue amamentar. Esta prática é na
atualidade totalmente desaconselhada pela
sociedade brasileira de pediatria assim como desde 1985 a OMS organização
mundial da saúde, isto porque corre o risco do bebê ser contaminado com alguma
doença transmitida durante a amamentação, visto que o bebê ainda não tem anticorpos específicos para se proteger. 




Por que não é aconselhável a amamentação cruzada? E quais os riscos que ela oferece?

A amamentação cruzada traz riscos infecciosos para o recém-nascido, principalmente HIV, HTLV e Hepatites B, quando o recém-nascido ainda não está imunizado. Não é aconselhada a prática, mesmo em mulheres saudáveis e com pré-natal sem infecções, pois, existem janelas imunológicas onde não há exame para identificação, mas a lactantes já apresenta doença e risco de transmissão.

Além dessas doenças,  podem ser transmitidas também:

  • Hepatite C;
  • Citomegalovírus;
  • Mononucleose infecciosa;
  • Herpes simples;
  • Herpes zoster;
  • Sarampo;
  • Caxumba;
  • Rubéola;
  • Doença de Chagas.

Ao invés de praticar a amamentação cruzada o que a mamãe deve fazer?
A mãe deve procurar um profissional,  opediatra e seguir o aconselhamento sobre aleitamento, armazenamento de leite materno e técnicas de relactação. Caso não haja a possibilidade pela quantidade de leite ou pelos riscos do aleitamento, a mãe pode se beneficiar dos Bancos de Leite Humano (BLH).
Por isso a importância sempre ter todo um apoio , não só de profissionais mas de familiares também. 

Diferença entre amamentação cruzada e o Banco de  Leite?
A diferença é a pasteurização do leite e certeza da ausência de infecções e riscos no leite ofertado pelos Bancos de Leite.

Infelizmente ainda existem mulheres que acabam recorrendo a amamentação cruzada por acreditar que seu leite é "fraco", porém não existe leite fraco, isto que o leite materno é completo, equilibrado e suficiente para cada bebê. 
Uma importante observação é que o leite doado aos bancos de leite para ser utilizado é uma opção saudável e livre de 
riscos visto que o leite doado é tratado e pasteurizado ou seja, o mesmo é isento de 

qualquer possibilidade de transmissão de doenças sendo portanto uma prática segura. 

E lembrando que sempre que tiver alguma dúvida com relação a amamentação, procure a ajuda de um especialista, converse com seu médico!

Informações e colaboração para essa postagem, contei com as profissionais :

▪︎Dra Fernanda Torras, formada há 12 anos em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, cursou 5 anos de Residência Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde se especializou em Ginecologia,Obstetrícia e Mastologia.Mastologia.
Possui os Títulos de Especialista em  Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e de Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia.

https://drafernandatorras.com.br/


▪︎ Dra Ana Fonseca
Formação acadêmica/titulação 2014 - 2016
Especialização - Residência médica.
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, Brasil.
Residência médica em: Pediatria
Número do registro: RQE nº 60813.



▪︎ Dra Ana Paula Monaragon - ginecologista e obstetra pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e especialista em Medicina Fetal pelo Centro de Estudos Fetus, em São Paulo.

Dicas de como curtir o carnaval com bebê!

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22 fevereiro 2019
No post anterior dei dicas de lugares para passear com as crianças e hoje trago dicas para quem vai curtir com bebês (principalmente) os dias de folia nos bloquinhos de carnaval!

Carnaval é uma época que muitas pessoas gostam, e cada vez mais vemos pequenos foliões curtindo com a família, por isso a pediatra Dra. Ana Larissa Melo, do Hapvida Saúde foi convidada pela PomPom para responder as principais dúvidas sobre o assunto e dar dicas de cuidados com a alimentação, troca de fralda e hidratação. 

Confira abaixo as recomendações e se programe para curtir o carnaval com o seu bebê sem medo de ser feliz:

1. Idade: a partir de quantos meses o bebê pode frequentar bloquinhos de rua?
R: O ideal é a partir dos 6 meses de idade, quando as primeiras doses das principais vacinas já foram ministradas. Prefira blocos infantis ou com perfil familiar, que aconteçam durante o dia e em locais abertos, arborizados ou com sombra.

2. Tempo de folia: quanto tempo um bebê de até 2 anos pode ficar em um bloquinho?
R: Lactantes, por exemplo, não devem permanecer por muito tempo na folia pelo risco de desidratação. A exposição as altas temperaturas podem ser prejudiciais para os pequenos. Então, até dois anos de idade, não se deve permanecer por mais de duas horas nesses ambientes. Crianças maiores de três anos já podem permanecer até quatro horas. Sempre respeitando os limites da criança e evitando exageros.

3. Alimentação: o que levar na bolsa para alimentar o bebê que seja fácil de manusear e servir? Como os alimentos devem ser armazenados?
R: O ideal é seguir a alimentação normal da criança. Levar frutas bem lavadas, sanduíches feitos em casa, sucos, água, biscoitos integrais, picolé de frutas etc. Armazene os lanchinhos em recipientes bem fechados e térmicos. Evite comidas de rua, pois não se sabe como esses alimentos foram manipulados.

4. Troca de fralda: qual a recomendação para a troca, considerando que nem todos os lugares terão fraldários disponíveis?

R: A troca de fraldas não deve ultrapassar quatro horas. Durante esse tipo de evento, é preciso prestar bastante atenção e não deixar que a fralda fique muito cheia de urina para evitar assaduras nos bebês. Na presença de fezes, a troca precisa acontecer o mais breve possível. Uma dica é levar na bolsa do neném lenços umedecidos, que facilitarão nesse momento, e ter uma quantidade razoável de fraldas descartáveis extra de boa absorção.

5. Hidratação do bebê: quanto e qual tipo de líquido o bebê deve ingerir nesta ocasião?
R: Hidrate muito a criança, oferecendo água por todo o trajeto.

O ideal é levar a garrafinha de água bem abastecida. Se preferir, água de coco ou sucos de frutas, também são boas opções.

6. É necessário proteger a audição do bebê? Qual fator de proteção solar é ideal para um bloquinho de carnaval na rua?
R: Em geral, não são necessários protetores de ouvido. Porém, se a criança se sentir incomodada é sempre bom ter disponível protetor auricular adequado para idade.

A atenção redobrada vai para crianças menores de um ano. Nesta idade, evite ficar muito próximo às caixas de som. 
Quanto a proteção solar, o ideal é a utilização de fator mínimo de 30FPS, a cada duas horas, bem como a utilização de chapéus, bonés, como formas de prevenção.

7. É necessário utilizar roupas com fator de proteção solar? E óculos escuros?
R: Roupas com fator de proteção solar são sempre bem-vindas, mas não são obrigatórias, bem como óculos escuros. Entretanto, quanto mais acessórios para evitar a exposição solar e garantir a proteção do bebê, melhor.

8. Qual o melhor horário para exposição ao sol?
R: O melhor horário para a exposição é até às 10h e após às 16h.

9. Quais cuidados deve-se ter ao utilizar fantasia nos bebês?
R: As fantasias estão liberadas desde que sejam de tecido leve, arejado, como o algodão, e não apertem o bebê. Quanto menos adereços, melhor.

Mantenha a criança longe de objetos pontiagudos. 
Capas devem bater no máximo até a cintura da criança. 
Após os dois anos de idade, já pode-se usar alguma pintura antialérgica, atóxica e hipoalergênica, especialmente indicada para crianças. Optar por marcas conhecidas e usar com moderação para evitar alergias e intoxicações. Evite sempre a área dos olhos.

10. É aconselhável usar maquiagens, glitter e spray colorido no corpo e cabelos de bebês ou crianças de colo?
R: Não é aconselhável usar esse tipo de pintura em crianças menores de dois anos de idade.

11. O tradicional spray de espuma pode causar alergia ou prejudicar a visão das crianças?
R: Sim, as espumas podem causar alergias nas crianças e ardência nos olhos. Sempre que possível, opte por confetes, evitando os de alumínio, que podem ser cortantes.

"Além disso, é extremamente importante respeitar o limite da criança. Sinais de sono e irritação indicam que está na hora de voltar para casa", completa a pediatra do Hapvida Saúde.

A Pom Pom destaca também a importância com a segurança. 
Utilize nas crianças pulseiras de identificação ou crachá com o nome, nome dos pais ou responsáveis e telefones de contato, para que a família possa ser localizada rapidamente em caso de desaparecimento.

Prematuridade - principal causa de morte infantil

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14 dezembro 2018

Prematuridade é a principal causa de mortalidade em crianças com até um mês de vida

Brasil ocupa a 10ª posição no ranking mundial de partos prematuros, com o nascimento de cerca de 300 mil bebês com menos de 37 semanas de gestação todos os anos

Engana-se quem pensa que a desnutrição ou mesmo a pobreza extrema são as principais causas da mortalidade infantil no Brasil. Segundo dados do Ministério das Saúde, a principal vilã da morte de crianças com até um mês de vida é a prematuridade. Uma pesquisa divulgada pela Universidade Federal de Pelotas, em parceria com outras 12 universidades, aponta que 11,8% dos partos realizados no país são de bebês prematuros, índice que coloca o Brasil como o 10º país do mundo com maior número de casos.

Segundo Juliana Abdalla, especialista em medicina fetal, é considerada prematura a criança que nasce com menos de 37 semanas de gestação. Algumas mulheres geralmente apresentam um quadro infeccioso ou ainda uma condição em que o colo do útero é mais curto ou menos resistente do que o normal. As infecções mais comuns são a urinária e a causada pela bactéria estreptococo. “Mas, mesmo uma infecção dentária, se não for bem tratada, também pode antecipar o parto. O que se conclui que o pré-natal bem realizado continua sendo a melhor maneira de prevenir estes problemas”, explica.

Em gravidez tardia ou de gemelares o risco é maior

Existem ainda outros fatores que contribuem para a prematuridade, como o estresse materno, a desidratação, febre, diabetes, além da hipertensão arterial. Outra ocasião em que é comum esse tipo de ocorrência é durante gestações gemelares ou múltiplas, com dois ou mais fetos.

“A prematuridade está ligada diretamente ao peso dos bebês e à rápida distensão do útero. Nestes casos, o útero pode alcançar o tamanho que teria aos nove meses antes do tempo, entre o sétimo e o oitavo mês de gestação, conforme o número de fetos”, aponta Juliana.

Quando se fala em gestações tardias, ou seja, aquelas ocorridas após os 35 anos de idade, o risco de um parto prematuro ocorrer também é muito grande, além de outras complicações, como uma maior taxa de abortamento espontâneo, anomalias cromossômicas, gestações múltiplas mais frequentes, elevação da pressão arterial. “Nessa faixa etária é comum a existência de algumas doenças, como a hipertensão e o diabetes, que precisam de tratamento e controle para reduzir complicações em uma futura gravidez.”

Inverno e técnica de hipotermia em recém nascido

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08 agosto 2018
Monitoramento em UTI Neonatal e técnica de hipotermia salva vidas e evita sequelas neurológicas em recém-nascidos

Falta de oxigenação no parto é a principal causa de lesões; hipotermia prevê a redução da temperatura corpórea do bebê para proteção dos seus neurônios

Prevenir sequelas neurológicas em recém-nascidos e mudar a vida de pacientes com alto risco para lesão, por meio da maior rede de monitoramento cerebral de bebê com alta tecnologia e inteligência artificial.

Esse é o objetivo de um projeto inédito no Brasil, criado pela PBSF - Protecting Brains & Saving Futures (Protegendo Cérebros, Salvando Futuros) que promove a difusão do conceito de UTI Neonatal Neurológica e oferece aos hospitais apoio de uma Central de Monitoramento 24 horas.

Isso porque, no Brasil, estima-se que nasçam de 6 a 18 mil bebês /ano com asfixia perinatal, popularmente conhecida como falta de oxigenação no cérebro durante o parto. Nascem aproximadamente 1 a 2 bebês com asfixia perinatal por hora e, estudos estimam que caso não sejam oferecidos os tratamentos mais atuais, cerca de 35% dos sobreviventes terão que viver com déficits neurológicos.

O pediatra e neonatologista, Dr. Gabriel Variane, conta que a iniciativa surgiu devido à preocupação de especialistas com esses altíssimos números e, consequentemente, com o aumento dos custos gerados por doenças graves e permanentes, originadas por problemas na hora do parto.

  “O cenário atual envolvendo pacientes de alto risco para lesão cerebral envolvem cerca de 40 casos por hora”, diz Variane.

Os bebês inseridos nesse grupo de risco são: recém-nascidos com asfixia perinatal, com crises convulsivas, mal epiléptico, com malformações do sistema nervoso central, prematuros extremos, recém-nascidos com hemorragia intracraniana, cardiopatas e aqueles com erro inato do metabolismo.

No intuito de reduzir cada vez mais as possíveis lesões em casos de asfixia e prematuridade, a PBSF oferece aos centros associados aquilo que os principais centros de Neonatologia do mundo recomendam em terapêutica para asfixia neonatal: Central de Monitoramento e conexão 24h por dia; discussão de protocolos; promoção de assistência remota; aplicação de monitoramento cerebral; armazenagem de dados e análise de resultados da UTI Neonatal Neurológica. Também são disponibilizados treinamento longitudinal, metodologias e equipamentos para a implantação do Modelo UTI Neonatal Neurológica.

No Brasil, a criação do projeto foi possível graças à parceria da PBSF – Protecting Brains & Saving Futures (Protegendo Cérebros, Salvando Futuros) e da organização de fomento Axigen – uma organização que apoia startup voltadas à saúde.

O frio faz bem? Hiportemia Terapêutica

Uma das principais tecnologias oferecidas pelo programa é denominada hipotermia terapêutica, técnica que prevê a redução da temperatura corpórea do bebê para proteção dos seus neurônios.

De acordo com o neonatologista, a hipotermia é o resfriamento do bebê para uma temperatura de 33 ou 34 graus, impreterivelmente, nas suas seis primeiras horas de vida, o que resulta em um excelente efeito neuroprotetor, incapaz de ser atingido por outro método terapêutico.

“A temperatura normal de um corpo humano varia entre cerca de 36 a 37 graus. Ao fazer esse resfriamento, é comum a ideia de que outros órgãos serão prejudicados. Enfatizamos que o procedimento é extremamente seguro, que os possíveis efeitos colaterais são manejáveis e que os benefícios superam, e muito, qualquer tipo de risco”, explica.

Hospitais e personagens

O projeto nasceu na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e, atualmente, 13 hospitais já implantaram o sistema, após 25 meses de operação. Até julho de 2018, mais de 1300 pacientes já foram beneficiados.

O Hospital e Maternidade Santa Joana, localizado na capital paulista (SP) foi o primeiro serviço privado a implantar a UTI Neonatal Neurológica, que está fundamentada em quatro pilares - monitoração cerebral, avaliação neurológica, neuroimagem e neuroproteção.

Em julho deste ano, o Hospital Santa Luzia (HSL), da Rede D’Or São Luiz, recebeu o projeto, sendo a 1ª instituição do Centro-Oeste a contar com a tecnologia, promovendo a difusão do conceito de UTI Neonatal Neurológica e oferece apoio de Central de Monitoramento 24h.
                                                                                  
Em Santos, a tecnologia já foi implantada no Complexo Hospitalar dos Estivadores (CHE), o primeiro da Baixada Santista a utilizá-la; e na Santa Casa do município, que inaugurou a estrutura em maio deste ano.

“Nossa meta é alcançar 100 hospitais de todo o país em cinco anos e consolidar o programa como a maior rede de monitoramento cerebral e neuroproteção do mundo. Uma vez que, quanto mais baixa a condição socioeconômica, maiores os riscos, também pretendemos estreitar relacionamento com Secretarias e Ministério da Saúde, visando estender os benefícios para o SUS e grandes hospitais públicos”, conta Dr. Gabriel Variane.

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