Mostrando postagens com marcador Gestantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestantes. Mostrar todas as postagens

Gestante e os cuidados no verão

💙
31 janeiro 2023


Seis cuidados importantes que as gestantes precisam se atentar durante o verão


Dra. Evelyn Prete, ginecologista e obstetra, aborda os principais cuidados que grávidas devem ter para aproveitarem a estação mais quente do ano com mais conforto e segurança

A gravidez é um dos momentos mais esperados por algumas mulheres. No entanto, é uma fase a qual se fazem necessários diversos cuidados especiais durante toda a gestação, especialmente em épocas como o verão, em que as grávidas se preparam para irem à praia e/ou à piscina para aproveitar o calor e os dias mais quentes. Contudo, a estação requer atenção redobrada em alguns pontos importantes, com o objetivo de assegurar a saúde da mulher e do bebê. “Além dos alertas comuns do período, como a exposição ao sol e desidratação, elas devem se atentar a algumas medidas protetivas e preventivas com a alimentação, os cuidados íntimos e, até mesmo, com o contato do corpo com água do mar e o cloro da piscina”, revela Dra. Evelyn Prete, ginecologista e obstetra. 

Especialista em medicina fetal pela Conceptus, a médica faz um alerta sobre a necessidade da conscientização das mulheres grávidas durante o verão, com o intuito de evitar possíveis problemas e intercorrências que podem comprometer a saúde da gestação. Pensando nisso, a médica elencou seis cuidados fundamentais para as gestantes aproveitarem a estação mais quente do ano com segurança e conforto. Confira, a seguir, quais são eles: 
 

1. Proteja-se do sol

Ainda que o verão seja a época favorita para se bronzear, as gestantes devem ter cuidado redobrado com o tempo de exposição ao sol. “A insolação é um problema ainda mais grave durante a gravidez. Além de complicações mais frequentes, como desidratação e mal estar, o sol também pode favorecer o surgimento de manchas na pele, sintoma comum em muitas mulheres grávidas”, explica a obstetra. Segundo ela, o uso de protetor solar facial e corporal, bem como de chapéus, viseiras e/ou bonés em locais com muita incidência de luz, além de ficar debaixo do guarda-sol, são alguns dos cuidados importantes para curtir o calor sem preocupação. 

 

2. Use repelente

Nas estações mais quentes, é comum o aumento de doenças infecciosas transmitidas por mosquitos, como Dengue, Zika Vírus e  Chikungunya, visto que a reprodução dos mosquitos é mais propícia e frequente durante o calor. A médica alerta que o uso de repelente para as gestantes é imprescindível, para evitar doenças e possíveis enfermidades decorrentes do contágio. “Quando infectada, além dos sintomas comuns a essas doenças, a mãe e o bebê estão mais vulneráveis a sofrerem problemas mais sérios, como hemorragia, parto prematuro e, em casos mais graves, o aborto”, revela. Por isso, a ginecologista sugere o uso de repelentes específicos para gestantes ou manipulados. 

 

3. Evite biquínis e roupas molhadas

Outro cuidado importante para as mulheres no verão, em especial para as grávidas, é evitar ficar por muito tempo com roupas ou peças molhadas, já que a umidade favorece o surgimento de infecções vaginais, como a candidíase, entre outras. Sendo assim, a médica sugere levar mudas de roupas secas para trocar ao longo do dia e prevenir esse tipo de problema. “Uma dica importante também é, ao sentar-se no chão, sempre utilizar cangas e/ou toalhas secas, para evitar o contato direto com a areia ou o solo, a fim de evitar infecções bacterianas, entre outras intercorrências”, sugere.

 

4. Entre no mar de costas e evite piscinas aquecidas

“Se estiver na praia e desejar entrar no mar, lembre-se de entrar de costas na água. O impacto das ondas na barriga da gestante, principalmente em estágios mais avançados da gravidez, pode causar desconforto e dores”, alerta Dra. Evelyn. Já em em outros ambientes, a médica recomenda evitar ofurôs, saunas e piscinas aquecidas, pela temperatura da água e o possível contágio com bactérias e fungos presentes nestes locais. “Nestes casos, procure locais seguros onde a higienização é feita regularmente e a temperatura da água é controlada”, aconselha. 
 

5. Opte por alimentos leves

“Uma dica importante para as futuras mamães é evitar comidas pesadas, gordurosas e frutos do mar quando estiver na praia ou fora de casa”, indica Prete. Segundo ela, tais alimentos podem causar azia, enjoos, ou até mesmo, intoxicação alimentar, que ocorre, principalmente, pelo consumo de peixes e crustáceos. Uma alternativa efetiva para contornar essa situação é levar algumas frutas picadas e petiscos saudáveis em uma bolsa térmica ou se alimentar em restaurantes confiáveis e de boa qualidade. 

 

6. Beba água

Essa pode parecer ser a recomendação mais simples de todas, porém, é primordial para a saúde da mãe e do bebê. “A exposição ao sol durante um longo período de tempo afeta não só a saúde e bem-estar da mãe, como também a do bebê. Por isso, é recomendável o consumo de, pelo menos, 2,5 litros de água por dia, principalmente nos mais quentes”, sugere a ginecologista. De acordo com Evelyn, uma alternativa eficaz para manter o controle da hidratação é utilizar garrafas de água com marcações, para a gestante saber a quantidade de líquido que foi ingerido ao longo do dia. 

 

Sobre Evelyn Prete (draevelynprete)
Evelyn é formada em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Maternidade Jesus, José e Maria de Guarulhos, uma das maiores em volume de partos do estado de São Paulo. Passou por estágios nos hospitais Pérola Byngton e Unifesp e, atualmente, é especialista em Medicina Fetal pela Conceptus, além de sócia-proprietária da clínica Alve Medicina, em Guarulhos e realiza atendimento de ginecologia, obstetrícia e medicina fetal na Unimef Conceptus – Unidade de Medicina Fetal, no bairro do Paraíso, em São Paulo. 

GESTAÇÃO DE ALTO RISCO E PARTO DE ALTO RISCO: ENTENDA O QUE É

💙
26 outubro 2022

 



Especialista explica as classificações e o que é possível fazer para minimizar os riscos


No Brasil, milhares de famílias sofrem durante a gestação e o parto de alto risco. Por isso, chamamos a Dra. Alessandra Fernandez, ginecologista e obstetra, especialista em gestação de alto risco e mestre em obstetrícia pela Universidade de São Paulo (USP), para nos explicar o que é e como pode ser evitado. Para começar, precisamos entender que gestação de alto risco e parto de alto risco são duas coisas diferentes. 


“Gestação de alto risco é qualquer doença, condição ou situação durante a gravidez, que traga algum tipo de risco maior de complicações para a gestante ou para o bebê, com maiores chances de evolução desfavorável durante a gestação ou parto. Dentre elas, quando a mulher é portadora de doenças crônicas ou adquiridas durante a gestação, como por exemplo: hipertensão, diabetes, disfunção na produção de hormônios, alterações no coração e neuropatia, sejam elas prévias ou desenvolvidas durante a gestação”, afirma Dra. Alessandra.


Mães que tenham menos de 15 ou mais de 35 anos, fumantes ou obesas também podem ter complicações. Outra coisa que se caracteriza como gravidez de alto risco são malformações fetais, ou seja, bebês que têm problemas cardíacos, malformações ou síndromes. Trata-se de um conceito amplo, que engloba vários fatores que fujam de uma gravidez típica.


Geralmente as gestações de alto risco que não tenham um pré-natal bem feito irão muito provavelmente desencadear em um parto de alto risco. Existem alguns casos que não necessariamente vem de uma gestação de alto risco. A Dra. Alessandra explica: "se a mulher veio de uma gestação tranquila, mas de repente na hora do parto ela tem uma complicação de última hora, seja ela um descolamento de placenta ou uma hipertensão tardia, o parto se torna de alto risco.”


Então uma gestação de alto risco pode levar a um parto de alto risco, mas o parto de alto risco não necessariamente é oriundo de uma gestação de alto risco.


Como minimizar o risco?

“Quando bem conduzida, a gestação de alto risco pode desencadear em um parto tranquilo. Para isso, é necessário um pré-natal realizado por um obstetra especializado em alto risco, que saiba conduzir esta gestação da forma mais adequada, com orientações, condutas e medicações necessárias. Isso é o mais importante”, afirma Dra. Alessandra.

Se uma gestante diabética, por exemplo, for muito bem controlada, o seu parto tem uma grande chance de ser tranquilo, sem complicações. A coisa mais importante para uma mulher não evoluir para um parto de alto risco, é um pré natal muito bem assessorado.


Outra dúvida frequente é: qual tipo de parto deve ser feito? 

A médica especialista responde: “ Para os partos de alto risco que se caracterizam como uma urgência, a grande maioria tem que ser cesárea, pois geralmente tratam-se de emergências cirúrgicas. Caso o parto seja oriundo de uma gestação de alto risco que esteja bem acompanhada e compensada, o parto é tranquilo e pode ser feito da forma desejada.”


Quando os problemas começam a aparecer?

Caso a mulher já tenha alguma doença prévia e engravida sem preparo e acompanhamentos prévios, as complicações começam a aparecer logo no início da gestação. Se as doenças forem desenvolvidas durante a gravidez, a maioria começa a se expressar do segundo trimestre em diante e os problemas e complicações se desenvolvem na sua maioria durante a segunda metade. 

Segundo estudos da Hindawi (editora de literatura científica, técnica e médica), a maior incidência de mortalidade e morbidade por gravidez de alto risco está diretamente relacionada ao conhecimento inadequado. Com isso, fazemos um alerta para todas as mamães. No intuito de conscientizar gestantes a tomar os devidos cuidados e procurar profissionais especializados. 


A melhor forma de evitar complicações em uma gestação de alto risco, é um acompanhamento pré-natal especializado e bem feito! 


Sobre a Dra. Alessandra: 

Alessandra Fernandez, formada em medicina em 1997 pela UFBA, fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da USP, especialização em gestação de alto risco, mestrado em ciências pela USP, além de especialização em cardiopatia materna, diabetes gestacional e trombofilias. A doutora reúne 25 anos em experiência em pré-natal de alto risco, cuidando de gestantes com doenças pre-existentes, malformações e cardiopatias fetais, cardiopatias materna, gestantes diabéticas e portadoras de trombofilias, dentre outras patologias. 


Serviço: https://clinicaporellas.com.br/

A importância do pré natal

💙
19 agosto 2022


Gestantes devem iniciar o pré-natal o quanto antes para o desenvolvimento saudável dos bebês


Entre as primeiras medidas para uma gestação saudável está a suplementação de ácido fólico desde o planejamento até a 12ª semana. Esse cuidado previne problemas na formação do tubo neural.


A chegada de um bebê ao mundo é motivo de muita alegria, mas a gravidez exige atenção especial com a saúde. Com mudanças em suas funções metabólicas, a gestante precisa se preparar para os nove meses, cuidando da alimentação, estado emocional, pressão arterial, entre outros tópicos, para que o parto aconteça nas melhores condições. Para isso, o acompanhamento médico é essencial durante o processo. No entanto, o dado do Sistema Único de Saúde (SUS) gera um alerta: durante a pandemia as consultas de pré-natal caíram 13,5%.


A Dra. Célia Regina Silva, vice-presidente da SGORJ (Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de Rio de Janeiro) e coordenadora do ambulatório de adolescentes da Maternidade-Escola da UFRJ, explica que relação médico-gestante é fundamental, principalmente em meio a tantas informações disponíveis. "A orientação médica para as gestantes tem papel importante de esclarecimento das dúvidas que começam a surgir. Num primeiro momento, a enxurrada de informações vem de todos os lados, - podendo ou não ser verdadeiras e, pior: podem impactar no correto desenvolvimento da gravidez".


A ingestão de vitaminas e nutrientes é um dos assuntos de atenção. Segundo a OMS, estima-se que 41,8% das gestantes em todo o mundo sejam anêmicas, supondo-se que grande carga de anemia seja devido à deficiência de ácido fólico e ferro. Assim, as mulheres necessitam de dieta mais equilibrada para auxiliar a manutenção da saúde da mãe e também o desenvolvimento de um bebê saudável. Dentre os inúmeros aliados nesse momento, o ácido fólico (vitamina B9) pré concepcional até o final do 1º trimestre da gestação tem destaque importante na prevenção dos defeitos do tubo neural.


"A suplementação de ácido fólico é um exemplo de como informações não científicas e a falta de orientação médica podem confundir as mulheres. O ácido fólico, além de prevenir anemia, é extremamente importante para a prevenção de defeitos congênitos, em especial os defeitos do tubo neural (DTN). As gestantes ao redor do mundo recebem suplementação de ácido fólico há mais de 50 anos. Trata-se de um produto testado, com absorção, dosagem e efeitos comprovados", alerta a Dra. Célia Regina.


A dosagem correta também deve ser levada em consideração: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a ingestão de 400 microgramas por dia, iniciando-se dois meses antes da gravidez planejada. Nas primeiras 12 semanas, o ácido fólico participa de várias funções no organismo e, administrado na dosagem e período corretos, protege o bebê, auxiliando o fechamento do tubo neural e contribuindo para o neurodesenvolvimento do embrião.


A especialista lembra que, no entanto, mulheres com alto risco de DTN devem tomar uma dose de 4mg. "A concentração de ácido fólico circulante no sangue antes da fertilização é mais um passo para a gestação de um bebê saudável. Isso porque a vitamina é usada pelo organismo para produzir novas células, contribuindo para o crescimento daquelas que formarão os órgãos e tecidos fetais no início da gravidez. Como o armazenamento do ácido fólico não é possível, é preciso fornecê-lo continuamente".


A alimentação também faz parte de uma gravidez bem-sucedida, mas é difícil obter a quantidade diária recomendada de ácido fólico apenas com a dieta. Por isso, sociedades médicas internacionais, como FDA (EUA) e EMA (UE), recomendam a suplementação da vitamina B9, o ácido fólico.


"Consultas médicas e exames periódicos devem ser frequentes durante a gravidez, porque são muitos fatores a ser analisados e a gestante precisa de informações seguras e cientificamente comprovadas. Nunca é demais reforçar dados científicos quando falamos do futuro das crianças", aconselha a Dra. Célia Regina.


Fontes e referências


https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,covid-espantou-gestantes-e-derrubou-numeros-de-exames-do-pre-natal,70003960697


De‐Regil LM, Peña‐Rosas JP, Fernández‐Gaxiola AC, Rayco‐Solon P. Effects and safety of periconceptional oral folate supplementation for preventing birth defects. Cochrane Database of Systematic Reviews 2015, Issue 12. Art. No.: CD007950.


World Health Organization. Department of nutrition for health and development evidence and programme guidance unit. Periconceptional daily folic acid (400 µg) supplementation for prevention of neural tube defects. Disponível em https://www.who.int/selection_medicines/committees/expert/20/applications/Folic_acid.pdf?msclkid=e99f5abeb13911ecaf66a1dbbbe3232d.


--

Amamentação - Agosto Dourado

💙
04 agosto 2020
Tainá Souza e Daniele Pimenta 
Foto Crédito Mariana Salles 



Importância da amamentação logo após o nascimento?
A golden hour, aquela primeira mamada ou apenas chamego do bebê logo na sala de parto é de fundamental importância para o vínculo e para transferência de anticorpos que a mamãe passa para seu bebê, por isso amamentar na primeira hora é tão importante.

Existe leite fraco ou pouca produção?
Não existe leite fraco! Cada mãe produz o leite próprio para seu bebê, porém existe sim baixa produção e muita das vezes ajustes são extremamente necessários e algumas vezes até mesmo medicações para aumentar a produção lactea.

Quem tem bico invertido consegue amamentar?
Claro que consegue! E o próprio bebê com o movimento de sucção acaba por formar o bico ideal pra ele.

É normal sentir dor na hora de amamentar?
Não! Amamentar não deve nunca doer! A dor é sinal de pega errada e principalmente se não for corrigida pode gerar sérios problemas! Por isso, se sentir dor peça ajuda.

Existe algum mito que pode atrapalhar o aleitamento materno?
Sim, Vários. A grande maioria coloca em cheque a qualidade do leite materno ou a capacidade da mãe de produzir a quantidade necessária para seu bebê. Os mais comuns são: bebê que não ganha peso por algum motivo, sempre será a cultura do "leite fraco". Ou o estresse seca o leite e  muitos outros. A melhor maneira para não acreditar nesses mitos é se informar, procure uma fonte segura de informações.

Dicas de armazenamento de leite para mães que voltam a trabalhar.
O mais importante da volta ao trabalho é o planejamento! Inicie as ordenhas, armazenamento e treino para oferta do leite com 30 dias antes. Será muito mais fácil para o corpo e o bebê se adaptarem a nova rotina. O leite deve ser armazenado em potes de vidro com tampas de plástico ou saquinho plásticos próprios para armazenamento do leite. Alguns potes plásticos também estão liberados, necessário verificar antes. O leite dura 12h na geladeira e 15 dias no congelador ou freezer.
Lembrando de sempre identificar a data e a hora da primeira retirada.

Como fazer para não ter confusão de bicos quanto as mães voltam ao trabalho?
Importantíssimo fazer uma escolha consciente da forma de oferta do leite ordenhado! Indicamos os copinhos de treinamento ou de transição que não possuem bicos macios (os bebês podem começar a morder e aí morder o peito da mamãe). O copo tradicional ou a colher dosadora também evitam a confusão se bicos.

Tainá Souza Enfermeiras neonatologistas e pediátricas
Crédito foto Mariana Salles 

Daniela Pimenta Enfermeiras neonatologistas e pediátricas
Foto Crédito Mariana Salles 


Fonte:
Tainá Souza e Daniele Pimenta
Enfermeiras neonatologistas e pediátricas
Consultoras de amamentação
IG @bemnascergestantes

O que ninguém fala sobre amamentar

💙
31 julho 2020

Amamentar está entre as três maiores preocupações das grávidas e mamães. Talvez, para muitas, seja o tema mais estudado e pesquisado durante a gestação. Os benefícios da amamentação são muitos e devem funcionar como um estímulo para essas mamães de primeira viagem.

A prevenção do câncer de mama, o alimento específico e personalizado para seu bebê, a “vacina natural” (líquido rico na proteção de muitas doenças) e tantos outros benefícios estão na ponta da língua de tantas grávidas e mães que desejam amamentar. No entanto, a ginecologista e obstetra Dra. Naira Scartezzini Senna ressalta que é importante falar sobre o que ninguém fala e expor as dificuldades reais e os benefícios emocionais desse momento. “Amamentar é doação, cansa, dói e exige dedicação”, conta a profissional, que amamenta há 1 ano e dois meses e enumera abaixo os maiores obstáculos que encontrou. 

  • Posicionar o bebê é difícil, apesar de parecer tão fácil quando vemos nas imagens e fotos. É normal ficar insegura no início, com um bebê pequenino e frágil. Para uma boa pega devemos colocar o bebê “barriga com barriga”, quer dizer que a barriga do bebê deve estar totalmente encostada na sua. O bebê deve abocanhar a aréola e não apenas o mamilo e seu queixo devem estar encostado na mama. Não devemos nos preocupar em evitar que o nariz do bebê encoste à mama. Fique tranquila, pois ele irá respirar durante a mamada sem dificuldades.
  • Mamilos doem. Mesmo sem fissuras ou machucados a dor pode surgir pelo atrito intenso, já que as mamadas são muito frequentes no início e podem ser longas. Desta forma o atrito na pele delicada pode aumentar sua sensibilidade e gerar dor.  Fique tranquila que estas dores vão passar!
  • Tempo de mamada. Os primeiros meses do bebê trazem muitas novidades e um mundo novo para os pequenos. Mamar não é um ato exclusivo de alimentação, também traz para eles o acolhimento e a proximidade com a mãe que é tão importante no desenvolvimento. Não se preocupe se as mamadas durarem até uma hora no início. É o momento que seu bebê fica pertinho do “porto seguro” dele e se sente mais acolhido.


A ginecologista e obstetra ainda afirma que amamentar faz parte da construção da sua conexão mamãe-bebê e é um momento único de carinho, amor e troca que traz uma sensação indescritível. Um bebê bem nutrido e hidratado não se relaciona ao tempo ou intervalo das mamadas e sim ao ganho de peso, presença de xixi nas fraldas e lágrimas ao chorar. “As dificuldades virão, mas elas sempre passam deixando apenas o que extraímos de positivo deste momento único e de tanto valor nutricional e emocional. É necessário reforçar que os primeiros meses do bebê devem ser acompanhados de perto por um obstetra e um pediatra. Rede de apoio é fundamental para o sucesso da amamentação”, explica Dra. Naira.

Sobre a Dra. Naira Scartezzini Senna:
Dra. Naira cursou Medicina e Ginecologia/Obstetrícia na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo com pós-graduação em Ginecologia Endócrina, Climatério e Infanto-Puberal pela UNIFESP. Destaca o HPV como uma das suas especialidades - é um dos tratamentos mais gratificantes, tanto na rápida melhora clínica das pacientes com a aplicação do laser CO2 como no acolhimento e auxílio que estas pacientes precisam e merecem. Em sua trajetória já atuou chefiando as Equipes de Ginecologia e Obstetrícia em grandes hospitais de São Paulo, como no Hospital São Luiz Unidade Anália Franco e Unidade São Caetano do Sul. Também participou da estruturação e do acompanhamento dos residentes do Programa de Residência Médica de Ginecologia e Obstetrícia de grandes hospitais do SUS como o Hospital Vila Alpina. Por fim, atua como Professora no curso de Especialidades Médicas do ISPED,  com aulas transmitidas aos alunos da Universidad de Morón na Argentina.

Contatos: 

Teste do Pezinho - a importância da ampliação

💙
22 junho 2020

4ª edição do Junho Lilás reforça a importância de se ampliar o Teste do Pezinho em meio à pandemia de COVID-19


Campanha lançada pelo Instituto Jô Clemente (antiga APAE de São Paulo) em parceria com a Unisert conscientiza a sociedade sobre a necessidade de expandir o acesso ao Teste do Pezinho Ampliado

Com o objetivo de conscientizar o poder público e a sociedade civil sobre a importância de se expandir o acesso da população ao Teste do Pezinho Ampliado, especialmente em meio à pandemia do novo coronavírus, o Instituto Jô Clemente (antiga APAE DE SÃO PAULO) e a União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal (Unisert) lançam em 6 de junho, Dia Nacional do Teste do Pezinho, a campanha Junho Lilás, com a hashtag #VamosDarMaisUmPasso.

“Nosso foco este ano é orientar a sociedade sobre a necessidade da ampliação do teste do pezinho para o diagnóstico precoce de até 50 doenças, incluindo as doenças raras, que demandam intervenções clínicas emergenciais e tratamentos específicos”, afirma Daniela Mendes, superintendente-geral do IJC. Segundo ela, “é importante darmos mais um passo para expandir o acesso a esses diagnósticos a toda a população, pois sabemos que quanto antes iniciarmos os tratamentos adequados, mais chances a criança terá de se desenvolver com saúde e qualidade de vida”, comenta.



A importância da realização do teste do pezinho ampliado

O Teste do Pezinho oferecido na rede pública pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contempla a análise de somente seis doenças (Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Fibrose Cística, Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias, Hiperplasia Adrenal Congênita e Deficiência Biotinidase). Já o teste ampliado pode detectar até 50 doenças* sendo disponibilizado atualmente apenas nas maternidades privadas.

De acordo com o médico imunologista e consultor técnico do Laboratório do Instituto Jô Clemente, doutor Antonio Condino Netto, principalmente em razão da pandemia do novo coronavírus, as análises deveriam ser ampliadas. “Quanto mais doenças raras a triagem neonatal puder detectar, melhor para a saúde do bebê”, diz. “Em tempos de pandemia, mais do que nunca, é necessário que os bebês tenham acesso a exames mais completos, para evitarmos sequelas e problemas sérios de saúde na criança”, comenta. “Estamos nos movimentando para que a Agência Nacional de Saúde (ANS) e o Ministério da Saúde (MS) insiram no rol dos exames obrigatórios o Teste do Pezinho Ampliado, que contempla até 50 doenças, incluindo a Imunodeficiência Combinada Severa (SCID) e a Agamaglobulinemia (Agama), duas doenças graves em que a criança nasce sem o sistema imunológico completamente formado fica suscetível a diversas enfermidades, podendo ir a óbito antes de um ano de vida se não houver o diagnóstico e a intervenção precoce”, explica.

A neurologista infantil Fernanda Monti reforça a necessidade de se expandir o acesso ao Teste do Pezinho Ampliado para toda a população e lembra que agora é o momento de cuidar dos bebês e garantir o acesso aos exames para evitar doenças raras e graves, além da deficiência intelectual, que ocorre em muitos casos. “Para isso, precisamos que os bebês passem pela coleta e, se possível, façam o Teste do Pezinho Ampliado, que contempla a análise e o diagnóstico de 50 doenças genéticas, metabólicas e imunológicas”, explica. 

A médica diz ainda que “nos primeiros dias de vida, a maior parte das crianças não manifesta sintomas de diversas doenças, mas isso não quer dizer que não exista algo. É por esse motivo que o Teste do Pezinho é feito após as primeiras 48 horas e até o 5º dia de vida do bebê. Esse é o período mais adequado para detectarmos precocemente anormalidades, mesmo assintomáticas, como ocorre na maior parte dos casos. Quando os sintomas aparecem sem que haja um diagnóstico precoce, pode ser tarde”, comenta. “O grande número de erros no metabolismo existentes pode resultar em quadros clínicos diversos, variando desde pacientes assintomáticos até casos mais graves, incluindo situações em que o bebê vai a óbito. O foco da triagem neonatal ampliada é evitar sequelas como a deficiência intelectual, além de melhorar a qualidade de vida do paciente tratado precocemente e melhorar o custo efetividade do sistema de saúde. Frisamos, ainda, que é fundamental estar atento às manifestações clínicas. Esse é o primeiro passo para o diagnóstico”, completa.

Sonia Hadachi comenta que a disponibilidade do Teste do Pezinho Ampliado a todos os bebês geraria uma redução de custo aos cofres públicos. “Temos como base um artigo (Feuchtbaum et al), publicado no início dos anos 2000, na Califórnia (EUA). Nesse estudo, feito com 540 mil bebês que tiveram acesso ao Teste do Pezinho Ampliado, houve uma economia de até US$ 9 milhões ao longo dos anos com custos esperados para cuidados médicos durante a vida. O artigo mostra que 83 crianças apresentaram diagnóstico positivo para pelo menos uma doença. Aqui no Brasil, como o teste ampliado com 50 doenças ainda não é disponibilizado pelo SUS, fica difícil a mensuração dos ganhos ao realizar rapidamente o diagnóstico precoce, principalmente  quando pensamos em tempo de internação, exames confirmatórios e demais custos associados. Ainda não existem estudos que mostrem essa redução no impacto financeiro, mas acreditamos que a prevenção e o diagnóstico precoce sempre são o melhor caminho para evitar custos maiores, por isso, é necessário que o poder público e a sociedade se engajem nessa causa e busquem essa ampliação”, diz.

Pioneiro na realização do exame no país, o Instituto Jô Clemente implantou o Teste do Pezinho no Brasil em 1976 e, desde 2001, é um Serviço de Referência em Triagem Neonatal (SRTN) credenciado pelo Ministério da Saúde, tendo sido um dos principais responsáveis pelo surgimento das leis que obrigam e regulamentam esta atividade, que se tornou conhecida por "Teste do Pezinho”.

Atualmente, a Organização é responsável pela realização da triagem de 80% dos bebês nascidos na capital paulista e 67% dos recém-nascidos do Estado de São Paulo, por meio do SUS (293 mil) e de maternidades e hospitais privados (103 mil, sendo 28% de testes ampliados).

O Laboratório do Instituto Jô Clemente é o maior do Brasil em número de exames realizados e desde a sua implantação triou mais de 16,5 milhões de crianças brasileiras. Somente em 2019, foram triados 395.281 bebês na Instituição, totalizando 2.635.283 exames. Sonia Hadachi afirma que a Organização também tem um sistema de Busca Ativa. “Esse e um sistema muito importante, porque realiza a convocação imediata de todos os recém-nascidos que apresentam alteração no Teste do Pezinho. Caso seja solicitada a recoleta, é fundamental fazê-la imediatamente”, explica. 

O Instituto Jô Clemente possui ainda o Ambulatório de Triagem Neonatal, com equipe interdisciplinar para orientação e tratamento dos casos confirmados. Por se tratar de um serviço essencial, a equipe do ambulatório continua trabalhando e atendendo presencialmente os casos em que há diagnósticos positivos para realizar os exames confirmatórios e dar as primeiras orientações aos pais. “Esse é um trabalho essencial que fazemos e que não podemos parar, mesmo com a pandemia, pois nunca se sabe quando teremos um caso positivo de alguma doença para tratar, por isso, estamos cumprindo todas as recomendações das autoridades sanitárias para fazer os atendimentos presenciais”, diz Fernanda Monti.

Teste do Pezinho é um direito do bebê

A supervisora do Programa Jurídico-Social do Instituto Jô Clemente, Luciana Stocco, explica que muitas vezes os pais deixam de levar os filhos para fazer a coleta em algumas regiões do país porque não sabem que o Teste do Pezinho é um direito da criança. “É importante frisarmos que o Teste do Pezinho Básico, contempla seis doenças, é gratuito e deve ser oferecido a todos os bebês nascidos no Brasil, pois é um direito da criança sendo disponibilizado no SUS e regulamentado pela Portaria n. 822 do MS de 06 de junho de 2001”, diz. Segundo ela, ninguém pode negar ao bebê o direito à saúde e à vida. “Por isso o Teste do Pezinho é essencial e, quanto maior o número de doenças contempladas, mais fácil será garantir o cumprimento dos direitos da criança a um desenvolvimento saudável e seu pleno desenvolvimento social, recebendo os acompanhamentos multidisciplinares adequados”, afirma.

Doutor Caio Bruzaca, geneticista do Ambulatório de Diagnósticos do Instituto Jô Clemente, explica que ainda há muita desinformação a respeito do Teste do Pezinho no país. “Além de muitos pais não saberem desse direito, ainda vemos muitas pessoas que acham que o Teste do Pezinho é um carimbo da impressão digital do pé do bebê que se faz na maternidade e que não tem nenhuma utilidade, mas nosso papel, acima de tudo, é esclarecer que o Teste do Pezinho é um procedimento extremamente seguro e confiável em que, por meio de poucas gotas de sangue retiradas do calcanhar do bebê, é possível se detectar um número grande de enfermidades para que sejam feitas as intervenções necessárias imediatamente. Há casos de doenças, como a hiperplasia adrenal congênita, por exemplo, em que a criança tem poucos dias de vida se não tratada com urgência”, explica. “O primeiro passo para se ter saúde é respeitar o direito à prevenção, que é o principal objetivo do Teste do Pezinho. Por meio do diagnóstico precoce, é possível prevenir ou amenizar complicações que podem ser crônicas. Agora, diante desse cenário em que é preciso garantir a imunidade de todos, em especial por causa da pandemia, precisamos dar mais um passo no sentido da ampliação do Teste do Pezinho para todos os bebês”, finaliza.

*Doenças triadas no Teste Ampliado
AAAC (Aminoacidopatias e Distúrbios do Ciclo da Uréia / Distúrbios Ácidos Orgânicos / Distúrbios de Oxidação dos Ácidos Graxos) - Perfil TANDEM MS / MS que inclui a detecção de 38 doenças
Galactosemia
Leucinose
Deficiência de G6PD 
Toxoplasmose Congênita
Imunodeficiência Combinada Grave e Agamaglobulinemia (SCID E AGAMA)


Sobre o Instituto Jô Clemente

O Instituto Jô Clemente é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que há 59 anos previne e promove a saúde das pessoas com deficiência intelectual, além de apoiar a sua inclusão social e a defesa de seus direitos, produzindo e disseminando conhecimento. Atua desde o nascimento ao processo de envelhecimento, propiciando o desenvolvimento de habilidades e potencialidades que favoreçam a escolaridade e o emprego apoiado, além de oferecer assessoria jurídica às famílias acerca dos direitos das pessoas com deficiência intelectual. Pioneiro no Teste do Pezinho no Brasil e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal, o Laboratório do Instituto Jô Clemente é o maior do Brasil em número de exames realizados. Por meio do CEPI - Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação do Instituto Jô Clemente, a Organização gera e dissemina conhecimento científico sobre deficiência intelectual com pesquisas e cursos de formação. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 5080-7000, pelo site www.ijc.org.br


Coronavirus e gestante!

💙
19 março 2020


Tranquilizar a gestante e seu bebê ainda é um dos melhores remédios


Muito tem se falado sobre o coronavírus, e algumas informações por sua vez são contrastantes com o cenário real que estamos vivendo. Então vamos lá.
Já contabilizamos mais de 159 países infectados, já estamos passando de 180.000 mil casos e mais de 7.000 mortes pelo mundo, e as estatísticas crescem a cada segundo.

Como evitar o pânico e o ruído das informações que afetam uma grande parcela de gestantes em nossa população, mundo afora!
Precisamos tranquilizar este público, sobre como se portar diante do quadro que estamos vivendo. O vírus pode causar desde um resfriado comum, até síndromes respiratórias graves e seu período de incubação varia de 2 a 14 dias. Este tem sido o padrão que orienta o período de quarentena.
As formas de disseminação e contaminação viral são por meio de secreções e excreções respiratórias por: espirro, tosse, contato físico direto com pessoa infectada à menos de 1 metro, indução de objeto contaminado à boca, olhos ou nariz, levar a mão à boca após cumprimento de pessoas acometidas ou tocar em superfícies ou objetos contaminados.

Existem riscos para grávidas e seus bebês?
A infecção COVID-19 em gestantes e puérperas é pouco conhecida, tratando-se de um vírus novo. É uma doença de aparecimento recente, não havendo conhecimento específico, protocolos nem manuais. Em decorrência disto, várias orientações tem base nas infecções causadas por outros vírus (SARS-CoV, MERS-CoV e H1N1) que tiveram poucos casos obstétricos conhecidos, observados e publicados.

 Os dados conhecidos realçam a importância dos cuidados com a transmissão e contaminação do vírus, além do suporte necessário para estas gestantes e bebês.
Devemos focar principalmente na contenção da pandemia, evitando a transmissão, para que o surto não se alastre.
Até o momento, os casos de gestantes acometidas não foram graves e a evolução foi boa. Todas as pacientes referiam história clara de exposição a pessoas com a infecção. A idade gestacional variou de 36 a 38 semanas. 
Os sintomas mais comuns foram febre e pneumonia em todas as gestantes. Duas gestantes evoluíram para trabalho de parto prematuro, com mais de 36semanas, mas com boa evolução. Em relação aos recém nascidos, não houve nenhuma morte fetal nem morte neonatal.
Também não foi detectado nenhum caso de transmissão vertical do vírus, ou seja, nenhum estudo demonstrou a passagem do vírus pela placenta e nem infecção dos bebês, até o momento. 
Os exames não comprovaram a presença dos vírus em NENHUM BEBÊ nascido de mães infectadas com COVID19. A grande maioria dos partos realizados foram cesarianas e a amamentação não foi permitida nem realizada para evitar contagio direto do recém-nascido.
As consultas de pré-natal de gestantes deverão ser realizadas com cuidados de higienização e medidas gerais para evitar a transmissão, para o atendimento de gestante em “caso suspeito” ela deverá utilizar máscara de proteção e o médico deverá utilizar luvas, óculos e avental (O uso de máscara pela equipe de atendimento ainda não está indicado pelo Ministério da Saúde, pois se conhece muito pouco desse novo vírus).
Importante lembrar que nos casos suspeitos devem considerar o H1N1 como um dos principais diagnósticos diferenciais, ao lado das pneumonias bacterianas típicas e atípicas; em alguns casos, vale tratar como se fossem estes outros agentes até confirmar ou não o quadro do COVID19.

Toda a população de risco, principalmente gestantes e idosos devem se vacinar o quanto antes para H1N1 – Ministério da Saúde antecipou a campanha de vacinação com início para o próximo dia 23 de março.

Dentre estas orientações às gestantes salienta-se:
• evitar aglomerações, contato com pessoas febris e contato com pessoas apresentando manifestações de infecção respiratória;
• higienização das mãos, com água e sabão, e só depois álcool em gel;
• evitar contato das mãos com boca, nariz ou olhos - são as medidas
mais efetivas contra a disseminação destas duas infecções;

Até o momento não existe nenhuma informação sobre algum tipo de malformações relacionada ao novo vírus, e nem um consenso sobre qual tipo de parto deve ser realizado e o aleitamento natural.
As decisões sobre o parto de emergência e a interrupção da gravidez são desafiadoras e baseadas em muitos fatores: idade gestacional, idade materna condição e estabilidade fetal e consultas com especialistas em obstetrícia, neonatal e terapia intensiva (dependendo da condição da mãe) são essenciais.
Mais uma vez, reitero que temos que focar em conter a disseminação deste vírus. É a melhor forma de vencermos com menos prejuízos à população mundial.

Clínica Por Elas
  • End: Rua Oscar Freire,2250 -Fone: 35899001

Menino ou menina? É só olhar para o céu!

💙
03 fevereiro 2020

"Chá Revelação Nas Alturas": novidade e emoção para descobrir o sexo do seu bebê



Você quer fazer uma festa diferente para descobrir e ao mesmo tempo contar para os convidados qual o sexo do seu bebê? Pois a High Class, única empresa especializada em eventos aéreos do Brasil, pode te ajudar com o recém-criado “Chá Revelação nas Alturas”. Afinal, como dizem os diretores da empresa: “para realizar sonhos somos capazes de voar”.

Como funciona? É simples: o laboratório envia o exame diretamente para a High Class cujo helicóptero, adesivado com os dois possíveis nomes (de menina e menino), sobrevoará o local da festa duas vezes com a intenção de chamar a atenção dos convidados para então, no terceiro sobrevoo, soltar a fumaça da cor escolhida pelos pais que revelará o sexo do bebê.

O valor do serviço que depende de vários fatores, incluindo a distância até o local da festa, é a partir de 12x de R$216,00 no cartão de crédito.

Confira aqui um "Chá Revelação nas Alturas" realizado pela High Class: 

SERVIÇO
High Class 
- http://www.passeiosdehelicoptero.com.br/
Endereço: Av. Olavo Fontoura 1078 - Setor C - Lote 5 - Sala 1 (Aeroporto Campo De Marte) – Santana - CEP 02012-021 – São Paulo – SP
Atendimento: das 09h às 18h: (11) 3863-2061
Plantão: 24h: (11) 99753-6946
IG, Skype: @hchelicopteros
FB: highclashelicopteros
Orçamentos: contato@passeiosdehelicoptero.com.br

Gestante e Saúde Bucal no Pré Natal

💙
20 março 2019

Saúde Bucal Pré-natal


Você sabia que os problemas bucais podem afetar a saúde do bebê ainda na barriga da mãe?
Por este e tantos outros motivos é muito importante realizar o pré natal odontológico.

Pré natal odontológico

O atendimento à gestante, ou Pré Natal Odontológico, é um diferencial que segundo a Dentista Dra Daniela Yano é muito importante, tanto para a futura mamãe, quanto para seu filho. 
As consultas durante a gestação são primordiais para evitar problemas comuns deste período, como a infecção da gengiva que afeta a saúde do bebê e pode levar inclusive, ao parto prematuro. 
Mais do que isso, elas servem para preparar os pais e oferecer-lhes o conhecimento necessário acerca dos cuidados que devem ser tomados nessa fase e também após o nascimento.

Quando realizar o pré natal odontológico?

Para aquelas pacientes que ainda planejam uma gestação, é importante passar em consulta preventiva antes mesmo de iniciar a gravidez. Assim, podemos realizar todos os procedimentos necessários para alcançar plena saúde bucal – mesmo os mais invasivos – sem maiores preocupações. Desta forma, os acompanhamentos durante a gravidez tornam-se mais tranquilos e sem intercorrências, tais como as dores de dente e as inflamações gengivais.
Para a futura mamãe que já se encontra em processo de gestação, as visitas ao dentista devem iniciar-se juntamente com o pré natal médico e a frequência das consultas de acompanhamento dependerão da necessidade e do planejamento ideal para cada gestante. O segundo trimestre é o mais indicado para a realização dos procedimentos curativos, mas o acompanhamento odontológico deve ser constante durante toda a gestação.
É importante lembrar que os procedimentos podem ser realizados em qualquer fase da gestação de forma segura, pois os profissionais seguirão protocolos específicos para cada necessidade e são capacitados também para administrar medicamentos e anestésicos quando necessário.

A importância do pré natal odontológico
Atualmente, existem pesquisas que comprovam inúmeros conceitos importantes tanto para as crianças, quanto para os bebês ainda em gestação. Como por exemplo, a associação da infecção gengival da gestante com partos prematuros e ao nascimento de bebês com baixo peso, pois se sabe que as bactérias presentes na boca podem migrar para o líquido amniótico causando essas complicações. Desta forma, a supervisão de um dentista pode proporcionar uma gestação mais tranquila.
As futuras mamães precisam de cuidados bucais especiais também por que ficam mais suscetíveis a inflamação gengival, conhecida como gengivite gravídica. Isso acontece por que, durante a gestação, há um aumento do nível de hormônios que são capazes de dilatar os vasos sanguíneos dos tecidos ao redor dos dentes. O tratamento nesses casos é muito importante, pois a gengivite (não somente durante a gravidez) pode evoluir para um quadro de doença periodontal, que causa perda do osso ao redor dos dentes.
As mudanças hormonais, da alimentação e também o mal estar que ocorrem nesse período, podem modificar a composição da saliva e o pH da boca, deixando os dentes mais suscetíveis ao aparecimento da doença cárie.

Após a chegada do bebê
É importante que os pais estejam cientes dos cuidados que devem ser tomados com relação à saúde bucal do bebê antes mesmo da sua chegada. Por isso a Dra Daniela Yano expica que, durante as consultas, a gestante receberá orientações sobre o aleitamento materno, o teste da linguinha, a utilização de mamadeiras e chupetas, como e quando realizar a higiene da cavidade bucal do bebê além de sanar as dúvidas comuns desta fase.


Mais sobre Dra Daniela Yano
• Responsável Técnica
• Graduada em Odontologia pela UNESP
• Pós Graduada em Ortodontia pela NEO
• Pós Graduada em Ortopedia Funcional dos Maxilares pela CETAO
• Pós Graduada em Cirurgia Oral-Menor pela APCD
• Pós Graduada em Estética Dental /Planejamento e Comunicação Interdisciplinar/ Fotografia Odontológica Digital- DSD (Digital Smile Design)
• Pós Graduada em Human Body Total Care (HBTC)– Regulador de Função Aragão
• Pós Graduada em Ortodontia pela UNICSUL

Amamentação com mamilos invertidos já é uma realidade

💙
03 dezembro 2018

Especialista em amamentação desenvolve protocolo com laserterapia e obtém sucesso de 100% em pacientes.


A amamentação é uma prática natural, capaz de trazer inúmeros benefícios para o bebê, como também para a mãe e a família. As vantagens do aleitamento materno são muitas: promove uma interação profunda entre mãe e filho; ajuda no desenvolvimento motor e emocional da criança; faz o útero da mãe voltar mais rápido ao tamanho natural; diminui o risco de hemorragia pós parto e, consequentemente, de anemia na mãe; ajuda a mulher a voltar mais rapidamente ao peso que tinha antes da gestação e diminui o risco de câncer de mama e de ovário. Com todos estes benefícios, as mamães buscam ofertar este, que é o alimento mais completo para seus bebês. Mas muitas encontram dificuldades.
Uma delas é a questão de ter mamilos invertidos, que pode ser uma anomalia congênita. Tratam-se de mamilos que se contraem ou se projetam para dentro ao serem estimulados e têm a aparência plana, ligeiramente invertida ou bastante invertida no centro. Segundo Cíntia Matieli, consultora de amamentação e fundadora da Mommy’s Angel consultoria materna, “mamilos invertidos podem dificultar o início da amamentação, enquanto mãe e bebê ainda estão se adaptando, mas não a impede necessariamente. Na pega correta, a criança mama boa parte do peito, e não só o bico do seio. O peito se estica na hora da mamada, e o mamilo fica lá no fundo da boca do bebê, quase na garganta. Para isso, é essencial o trabalho com uma especialista em amamentação”, comenta Cíntia.
E complementa: “ainda existem graus de dificuldade de pega de acordo com o nível do mamilo invertido. Por isso é necessário outros tipos de tratamento como a laserterapia”, explica a consultora.

Este foi o caso de Monique Souza, mamãe da bebê Lívia, hoje com 2 meses de vida. Ela procurou Cíntia cerca de um mês antes do parto, por ter mamilos invertidos em grau três, o que é considerado uma anomalia congênita. “Esse foi um caso em que tive um grande desafio, pois é uma herança genética, na família da Monique. Por parte do pai, todas as tias e também o próprio pai têm os mamilos invertidos. Estudei muito sobre técnicas para auxiliar esta mãe sem uso de qualquer acessório para o ato da amamentação”, ressalta Cíntia.

Segundo a profissional, um dos protocolos do uso da laserterapia no tecido mamário de puérperas tem como função a prevenção de feridas e fissuras, prevenção de edemas, drenagem local em caso de ingurgitamento mamário e outros. “Porém, por meio da técnica utilizando o Laser de baixa potência pude ir mais além, realizando um protocolo único, uma protusão do bico do seio de forma natural e com êxito”, explica Cíntia.

A criadora da técnica afirma que em princípio seria um experimento, mas o resultado positivo a surpreendeu desde que foi iniciado o tratamento com laser no mesmo dia do parto, sempre defensora do contato pele entre a díade mãe e bebê, e o trabalho direto com luz terapêutica no tecido mamário.

Cíntia afirma que apesar de testar o uso de bomba elétrica como tratamento adjunto, nenhuma teve o desempenho específico sem submeter a paciente a estímulos dolorosos nos períodos em que tentou massagear e estimular o fluxo do leite materno por meio deste mecanismo que facilitaria ainda mais a mamada do bebê. Portanto, preferiu seguir apenas com tratamento do laser em baixa potência com intervalos de 24 horas entre uma sessão e outra.

A mãe do bebê conta que essa foi sua segunda gestação e decidiu procurar a Cíntia porque na primeira ela não conseguiu amamentar. “Dessa vez, eu queria muito oferecer o leite materno para o meu bebê. Estou muito feliz com os resultados e o melhor, sem dor, sem feridas, sem traumas”, orgulha-se Monique, mãe da bebê Lívia.



Cíntia comemora o avanço da tecnologia: “Sabemos que é  uma longa jornada, mas hoje posso afirmar que é possível, sim, uma mulher  amamentar sem bico intermediário, mesmo com mamilos invertidos, por meio  dessa técnica que tanto me empenhei para desenvolver, sem traumas, sem fissuras, sem dor, só com técnicas e tecnologia. Não usamos em nenhum momento bico de silicone. Trabalhamos a mama, treinamos a pega do bebê e apoio à mãe quanto posição, e todos os assuntos que envolvem o ato de amamentar. Estamos muito felizes com o resultado”, finaliza Cíntia, que já colocou a técnica em estudo sob responsabilidade de uma mestre em Genética e também sua professora no curso de Fisioterapia em uma faculdade do Rio de Janeiro.


Sobre Mommy's Angel Consultoria Materna

Fundada por Cíntia Matieli, consultora de Amamentação e Educadora Perinatal, a Mommy’s Angel está há mais de 15 anos no mercado e possui dezenas de cursos e consultorias para dar mais tranquilidade e segurança aos pais para cuidarem de seus bebês após o nascimento. Atualmente oferece os serviços de consultoria em aleitamento materno, em sono materno-infantil, curso preparatório para casais grávidos, treinamento de babás personalizado e laserterapia. Para mais informações acesse: https://mommysangel.com.br/

Teste Primeiro Dia

💙
30 outubro 2018

Amplia triagem neonatal tradicional


Novo exame complementa teste do pezinho e detecta mais de 150 doenças genéticas

"O teste é capaz de diagnosticar a Hemofilia, por exemplo, um distúrbio em que o sangue não coagula normalmente. O Primeiro Dia também diagnostica doenças relacionadas a deficiências vitamínicas - patologias genéticas fáceis de tratar", destaca David.
Além disso, o teste Primeiro Dia detecta precocemente distúrbios do metabolismo e quadros clínicos imunológicos, renais, endócrinos, pulmonares, hematológicos, entre outros. "Com o exame, enfermidades graves podem ser encontradas muito antes da manifestação de seus sintomas, ainda nos primeiros dias de vida do bebê. O que facilita o planejamento e aumenta a eficácia do tratamento, evitando complicações sérias”, ressalta Schlesinger.


O teste Primeiro Dia é um exame genético baseado no Sequenciamento de Nova Geração (NGS). O teste  identifica mais de 150 patologias graves e tratáveis, desenvolvidas na primeira infância, a partir do sequenciamento de 287 genes. O exame complementa o teste do pezinho tradicional, ampliando muito o número de doenças genéticas identificadas e melhorando o diagnóstico das doenças já testadas.
"O teste Primeiro Dia foi lançado com o objetivo de complementar a triagem neonatal tradicional, a partir do diagnóstico de mais doenças e com maior precisão. Ele é indolor e não invasivo, sem perfuração da pele, e realizado de forma fácil e rápida, a partir de uma amostra de saliva do bebê que pode ser coletada no seu primeiro dia de vida. Quanto mais cedo ele é feito, mais doenças pré-sintomáticas são identificadas", esclarece o médico Dr. David Schlesinger, doutor em genética pela Universidade de São Paulo (USP), presidente e co-fundador da Mendelics, empresa líder no segmento e referência mundial em diagnóstico e interpretação genômica.
O especialista explica que o teste do pezinho convencional é baseado, principalmente, em testes bioquímicos. Por outro lado, o teste Primeiro Dia é um teste genético capaz de detectar doenças genéticas que não apresentam nenhuma alteração bioquímica, e que por isso podem não ser detectadas pelo teste do pezinho. O resultado do teste Primeiro Dia sai em média em três semanas e o laudo pode ser, inclusive, baixado pela internet.
O teste Primeiro Dia é um exame acessível, que além de possuir um kit de coleta simples e fácil, conta com um custo relativamente baixo por doença, chegando a custar 70% menos por patologia detectável, quando comparado aos outros testes. "Além disso, nosso grande objetivo e a nossa esperança é a de levar, nos próximos anos, o exame ao Sistema Único de Saúde (SUS), para que o teste tenha alcance nacional e gratuito”, completa o especialista.

Atividade física na gestação

💙
11 maio 2018

Ajuda no desenvolvimento do bebê


Durante muitas décadas a mulher grávida foi tratada com um excesso de cautela e em alguns casos até mesmo impedida de realizar pequenas tarefas do seu dia a dia, mas isso vem sendo superado aos poucos. Com o passar do tempo, estudos mostraram que a gestante não é tão frágil como se imaginava e que a prática regular de atividade física não seria nociva, muito pelo contrário, benéfica, quando bem supervisionada.

Um marco para essa mudança de tratamento foi o estudo realizado pela American College of Obstetricians and Gynecologists, na década de 90, mas ainda existem muitas dúvidas, mitos e controvérsias.

Justamente por isso, Bruno d’Orleans, personal trainer, e criador da marca OSEUPERSONAL, esclarece como e quando praticar atividade física durante a gravidez.

“O benefício mais aparente para leigos é o controle do peso. É um fato esperado que a gestante ganhe peso durante a gravidez. Entretanto, o excesso de peso pode ser prejudicial a ela e ao bebê, trazendo consequências indesejadas como hipertensão arterial, diabetes, obesidade pós-parto e complicações no parto, por exemplo. Gestantes que praticam atividades físicas apresentam uma redução na velocidade do ganho de peso, isto quer dizer que ganham peso progressivamente, porém de forma mais lenta, chegando ao final da gestação com um peso saudável”, explicou Bruno.

“O controle no ganho de peso pode refletir na redução de edemas, diminuição de câimbras e fadiga ou em questões mais significativas, como prevenção de patologias graves, como diabetes”.

Durante os nove meses, pode ocorrer um desvio do centro gravitacional da gestante graças ao peso extra, expansão do útero, à rotação da pelve e ao aumento de elasticidade dos ligamentos.

“Isto pode fazer com que a mulher adote, ainda que sem querer, uma nova postura, geralmente uma hiperlordose lombar, ocasionando dores e desconfortos como lombalgia. Uma musculatura fortalecida contribuirá para uma melhor adaptação a essa nova postura e ajudará a mulher a lidar com o peso extra que estará carregando”.

Outro benefício diz respeito ao coração da futura mamãe. Durante a gravidez há um aumento da atividade cardiovascular.

“Com a prática regular de atividade física é possível reduzir esta sobrecarga e, como consequência, a futura mamãe ganha, por exemplo, prevenção de trombose e varizes, e redução do risco de diabetes gestacional. Essa última afeta cerca de 5% das gestantes”, contou Bruno.

Um medo muito comum das futuras mamães é que a prática de atividade física possa induzir a um parto prematuro.

“Quando praticada com a correta orientação, a atividade física pode até mesmo contribuir para o nascimento na data prevista, uma vez que fortalece a musculatura pélvica e abdominal, que estará mais preparada para suportar o peso do bebê o tempo que for necessário. Este fortalecimento pode ser muito útil também no momento do parto, caso a mulher opte pelo parto normal. Estudos indicam que mulheres que se exercitaram corretamente demoram menos em trabalho de parto”, finalizou Bruno.

Também existe relação direta entre a prática de atividade física e a diminuição do risco de depressão pós-parto, em função dos índices de hormônios responsáveis pela sensação de bem estar liberados durante a atividade física, que se mantém elevados.

Não é apenas a mulher quem se beneficia com a prática regular de atividade física durante a gestação. Estudos comprovam que bebês cujas mães se exercitaram de forma adequada nasceram com mais peso do que bebês de mães sedentárias. E não se trata de “bebês mais gordinhos”, pois além do peso, foram observados outros fatores como percentual de gordura e circunferência craniana, constando que bebês cujas mães se exercitaram de forma correta tendem a ser mais desenvolvidos.

Cuidados

Porém, alguns cuidados devem ser observados. A gestante deve adotar algumas precauções. Só deve dar início à prática de atividade física quando seu médico a autorizar. Um profissional de educação física não está autorizado a tomar esta decisão, apenas o médico que acompanha a gestante.



Como gerir a maior carreira da vida de uma mulher: ser mãe?

💙
10 maio 2018
Palavra de Coaching - Aline Salvi Schmidt (Master Coach)

Conheça as competências emocionais fundamentais para gerir a maternidade


De fato, ser mãe é complexo. Requer habilidades específicas, funções nem sempre bem definidas, que exigem esforço, resiliência e horas de sono perdido. Sem direito a férias, 13º salário, adicional noturno, hora extra, periculosidade ou salubridade. Quando além de esposas temos uma profissão, fica ainda mais complicado. Mas por incrível que pareça, muitas vezes é mais fácil ser boa mulher, dona de casa (bela recatada do lar) e uma profissional bem sucedida. Menos complicado do que ser uma mãe de sucesso.

Em contrapartida, ser mãe é a carreira mais incrível da vida de uma mulher. Proporciona benefícios emocionais e gratificações pelo trabalho realizado, às vezes intangíveis, que compensam toda a dedicação. Mas essa materna profissão é bem remunerada. São sorrisos, rabiscos/desenhos e mensagens no dia das mães, são sentimentos positivos que nos abastecem diariamente.

Para enfrentar a maternidade é importante conhecer o que nós mulheres temos de melhor e descobrir o que podemos desenvolver para oferecer ainda mais. No processo é imprescindível tomar consciência sobre as habilidades emocionais para oferecer um ambiente seguro e equilibrado aos filhos.

Quem nunca se deparou com mães muito autoritárias, liberais, distantes ou próximas demais? Nada “de mais” ou “de menos” é saudável. Quando muito presente, pode sufocar o filho e não permitir que ele tenha espaço suficiente para ser quem realmente é. Se distante, uma mãe acaba passando a mensagem de “não se importar”, comprometendo a autoestima e autorealização do filho.

Ser mãe não tem bem um segure, mas se tivesse, seria o equilíbrio. Requer um equilíbrio emocional sobre-humano, não somente para gerenciar as próprias emoções, mas ser evoluída o suficiente para compreender como seu comportamento impacta e forma o seu filho. Precisamos estar bem para fazer o bem, o certo, mesmo quando é necessário ser severa. Mas afinal, o que uma mãe de sucesso precisa ter? Habilidades Emocionais. Aptidões que se desmembram em quatro: Autopercepção, Empatia, Teste de Realidade e Tolerância ao estresse.

Habilidades emocionais necessárias para o cargo de supermãe

Autopercepção

A boa mãe precisa compreender suas próprias emoções. Investiga-se, saber quando está depressiva, com sinais de arrependimento ou crises de estresse, ansiedade. Não é fácil. Às vezes a mulher pode estar com esgotamento psicológico e não conseguir julgar a si mesma. Nesse caso é preciso até mesmo de ajuda profissional.

Empatia

Um dos pontos de partida é possuir empatia. Primeiro, porque seu filho estará se descobrindo, vivendo momentos diferentes dos seus e você precisa entender, a partir da perspectiva dele. Outro ponto é respeitar a individualidade e apoiar as decisões importantes dos filhos, mesmo que sejam opostas as suas e até mesmo lhe doam.


Teste de Realidade     

Perceber de forma realista o que o filho faz de bom e ruim é fundamental para educá-lo corretamente. Caso contrário, o seu filho poderá ter atitudes incorretas ou mesmo prejudicar quem estiver ao redor, e você ao invés de repreender, o defenderá.

Falta de percepção não colabora para a formação de um adulto responsável.


Tolerância ao estresse

Um filho é um compromisso para o resto da vida. Principalmente nos primeiros anos de vida, o que pode ser extremamente estressante, desgastante. Uma criança é dependente. Uma boa dica é perceber quais são os sinais que você mesma dá quando está muito sobrecarregada e contar com a família ou amigos. Dividir um pouco a responsabilidade. Ter momentos só para você também ajuda muito.

Custom Post Signature

Custom Post  Signature