A volta ao trabalho depois da licença-maternidade

Muitas mães se planejam durante a gravidez para ficarem em casa o maior tempo possível depois que o bebê nascer. Trabalham até o último dia antes do bebê chegar para aproveitar cada minuto da licença-maternidade, negociam com a empresa para emendar um período de férias e até o recesso de final de ano, se conseguirem.

Tudo isso por uma razão muito simples: nenhuma mãe quer se separar do seu bebê. E é por causa dessa intimidade, construída naturalmente desde os primeiros instantes da gravidez, que começam as angústias de ter que retornar ao trabalho depois da licença-maternidade.

Depois de tanto tempo dedicada ao seu bebê, a mãe conhece o filhote nos mínimos detalhes e sabe identificar todas as suas necessidades, desde os vários tipos de choro até como arrumar o quarto para ele dormir melhor. Por isso, além da ansiedade da separação, uma das primeiras preocupações de toda mãe é se as outras pessoas saberão cuidar do bebê do mesmo jeito.


Além da angústia de deixar o filho em boas mãos, existe o desafio de voltar a trabalhar e retomar o pique de antes. Neste retorno, muitas mães ficam preocupadas se o bebê vai lembrar delas quando crescerem e se sentem culpadas por não estarem com os filhos.

Se você se identificou em algum ponto, saiba que é difícil mesmo confiar que outra pessoa saiba cuidar do seu filho e é comum se sentir deslocada após passar muito tempo longe da profissão.

Mas mesmo que esses anseios e preocupações sejam naturais, é preciso tomar uma decisão e seguir em frente. Para facilitar, o ideal é se planejar com antecedência e organizar uma rotina. Assim, você diminui a ansiedade e a cobrança consigo mesma.

O primeiro passo é definir quem vai cuidar do bebê e escolher o melhor local para isso. Ele vai para a escolinha? Vai ficar com a tia ou com uma cuidadora contratada?

Se for para a escolinha, combine quem vai levar e buscar. Se for ficar com um cuidador, procure achar qual é o melhor lugar, se na sua casa ou na casa da vó, por exemplo. Se for para a casa de alguém, é preciso levar para lá tudo o que o bebê costuma utilizar. Enquanto na sua casa, a adaptação pode ser mais fácil e evita que o bebê estranhe.

Comece o processo de adaptação antes para seu filho se acostumar aos poucos. É comum alguns bebês estranharem a distância e mostrarem isso com mudanças de comportamento, como terem pesadelos, recusarem comida ou ficarem irritadiços. Por isso, duas semanas antes, comece a mostrar a nova rotina ao seu bebê: deixe ele na escolinha ou com a cuidadora por algum tempo. Tente novamente no dia seguinte.

Faça uma lista ou mantenha um caderninho, com a rotina do bebê para facilitar o trabalho da cuidadora ou da escolinha. Inclua horário das mamadas, das sonecas, alimentos não permitidos e telefones para situações de emergência.

A segunda parte é planejar o retorno ao emprego. Apesar de muitas mulheres não saberem se retornarão ao mesmo posto, se serão realocadas ou se vão aguentar o ritmo de antes, é importante se organizar e estabelecer novos objetivos. Pense onde você quer chegar dentro da empresa e como pretende continuar crescendo. Vai servir como meta e motivação pessoal toda vez que você pensar na dificuldade de deixar o filho em casa e passar horas e horas longe dele.

Este planejamento também deve ser feito antes de terminar a licença-maternidade. Pense na sua agenda, no seu tempo disponível e principalmente nas finanças. Veja se é realmente necessário voltar a trabalhar por questões financeiras e enfrentar o desafio de conciliar os cuidados com a casa, a família e o trabalho.


Para os psicólogos em geral, seja qual for a sua decisão, o importante é que você se planeje e se organize para se sentir mais segura nessa fase difícil. Mesmo que o seu filhote sinta a mudança, normalmente as mães sofrem mais do que os bebês.

E com vocês mamães como foi o retorno após a licença ?

Beijos Mi Gobbato !!!


Comentários
2 Comentários

2 Comentários

  1. Como sofri quando precisei voltar ao trabalho e diexar minha Alice, e ainda era com 4 meses, quando a licença ainda não dava direito a 6 meses, aind abem o pai ficou com ela. Ótimo texto. Tem novidades no blog. bjs

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  2. Comigo foi bem difícil...apesar de ter contratado uma pessoa de confiança e de começar a nova rotina (com a babá) um mês antes de voltar a trabalhar, meu coração sempre ficava partido ao sair de casa...Meu filho se adaptou super bem e isso que me consola..Já se passaram 9 meses desde o meu retorno do trabalho e agora posso dizer que as coisas "se encaixaram" tanto eu para mim quanto para o meu Baby...o importante, realmente, é nos mantermos seguras quanto a decisão, seja ela qual for.
    Adorei a postagem...Se quiser dar uma passada do meu cantinho segue o link abaixo. Estou te seguindo..
    Bjs
    http://blogdalidianaleite.blogspot.com.br/

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